segunda-feira, 8 de abril de 2013

Exemplo - O interior da Terra, as placas tectônicas e os vulcões.

Nosso planeta foi formado pelo choque sucessivo de um sem número de planetóides, isto é, de pequenos pedaços de rocha que orbitavam o sol no início do sistema solar.

A imensa energia dessas colisões não foi dissipada, ao contrário, está guardada no interior do planeta na forma de energia térmica. A Terra, que vista do espaço mostra paz e beleza, é, na verdade, uma bola de rocha líquida coberta por uma fina camada de rocha sólida, a Crosta Terrestre. Sobre ela vivemos nós.

A Crosta é dividida e os diversos pedaços formam as placas tectônicas. Tudo o mais na Terra é um agitado oceano interior composto  de lava. Veja a figura abaixo: 


O vídeo a seguir foi montado por Frank Gregorio como uma introdução ao estudo dos Vulcões. Repare, na altura 3:35, o núcleo de ferro líquido (Inner core) origem do campo magnético da Terra que nos protege do vento solar. 

No vídeo, atenção ainda para o movimento das placas tectônicas. Veja nas figuras abaixo. A da esquerda mostra as placas se separando e a fenda que surge na superfície. Isto ocorre na fenda que atravessa o fundo do Oceano Atlântico de norte a sul em frente da costa brasileira. A imagem da direita mostra as placas se comprimindo. Isto dá origem às cadeias de montanhas como os Andes.




No encontro das placas parte dessa energia é liberada para a superfície e forma os Vulcões. Em outras ocasiões as tensões resultantes do movimento das placas são liberadas de forma violenta e dão origem aos terremotos e Tsunamis. Veja aqui.

Ao assistir o vídeo deve-se notar a música da trilha sonora. É impressionante. Veja o vídeo com o som bem alto.




Aqui estamos nós. Vivendo sobre uma fina casca entre o fogo do interior do planeta e o frio do espaço. Poderia existir vizinhança melhor?





Imagem do topo de página: Desenhosparacolorir. Um site para as crianças com desenhos para colorir.


Este e outros interessantes vídeos estão disponíveis no canal Frank Gregório, no YouTube. Todos eles têm os direitos liberados para uso educacional.





quinta-feira, 4 de abril de 2013

Exemplo - Se os planetas orbitassem a Terra a mesma distância da Lua.

Brad Goodspeed é um Blogueiro e Artista Gráfico canadense e vive na cidade de  Toronto. Ele gosta de brincar com Astronomia e, por isto, produziu o vídeo que você assistirá a seguir. No vídeo ele procura responder a seguinte pergunta: 

- Qual a aparência dos planetas se eles orbitassem a Terra a mesma distância da Lua?

Claro, em termos gravitacionais se os planetas gasosos estivessem a mesma distância da Lua seria a Terra que os orbitaria, não o contrário. Mas o vídeo quer apenas ilustrar uma ideia interessante.

No site do autor existe uma discussão sobre a exatidão das escalas adotadas. Clique aqui se desejar   saber mais. Discussão sobre escalas à parte, considero que o vídeo é bastante interessante para se usar em aula quando se quer mostrar os tamanhos relativos dos planetas.





Observação para os alunos: No vídeo os raios médios dos planetas estão registrados na notação numérica inglesa que usa a vírgula onde usamos o ponto.





O vídeo Scale é uma produção de Brad Goodspeed e está disponível no site Vimeo.





segunda-feira, 1 de abril de 2013

Exemplo - O Hotel com infinitos quartos.

O conceito de infinito sempre fascinou os pensadores e, aqui entre nós, dá dor de cabeça só de pensar nele. Grandes matemáticos trabalharam com este conceito. Homens como G. Cantor e D. Hilbert (Veja a foto ao lado).

Na Física o infinito sempre foi problemático. Um dos grandes debates, logo no início da Física moderna, no qual participaram homens como G. Bruno, Copérnico, Kepler, Newton e Leibnitz, foi o que envolveu o confronto dos conceitos de Universo finito de Aristóteles contra o de Universo infinito dos modernos.

Para os físicos "infinito" significa problemas. Os matemáticos, ao contrário adoram. Um deles, chamado David Hilbert, para ilustrar as dificuldades e as esquisitices dos conjuntos infinitos imaginou um hotel com infinitos quartos, o "Hotel Hilbert".

Acompanhe, no vídeo a seguir, um dia típico neste hotel e as esquisitices que acontecem devido ao fato do hotel possuir um número  infinito de quartos.




O vídeo que você acabou de assistir foi produzido pela equipe M3, da UNICAMP, para a Matemática Multimídia.

A seguir um outro vídeo, agora da Open University inglesa. O assunto tratado é o mesmo. Desta vez, porém, narrado com  o senso de humor  típico dos britânicos.





Portanto: CUIDADO!!! Infinito não é um número muuuuuuito grande.






Imagem do topo de página: D. Hilbert. Propriedade de Wikimedia.org


O primeiro vídeo está disponível no canal Conteúdos Digitais do YouTube.



O segundo vídeo faz parte da série "60. second adventures in thought" da Open University, de Londres.



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