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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Palestra - Matéria e Energia Escura.

No filme "O Parque dos Dinossauros" de Steven Spilgerg, para aumentar o suspense da platéia, a aparição dos dinossauros é precedida de muitos avisos: Primeiro o chão  treme. Depois árvores enormes são derrubadas e, finalmente, o bicho aparece.

Você, na platéia, mal pode conter o nervosismo. Você sabe, mesmo antes do dinossauro aparecer que, a julgar pelo barulho, o bicho deve ser enorme.

Em 1933, o físico Fritz Zwick, estudando o movimento de rotação de galáxias e aglomerados de galáxias, descobriu uma anomalia interessante no movimento das estrelas. Ele esperava que as suas velocidades de rotação seguissem o que determina um teorema chamado Teorema do virial

Segundo este teorema a energia potencial gravitacional de um sistema isolado (proporcional à sua massa total) deve ser igual ao dobro da energia cinética total dos constituintes.

Assim, numa galáxia, as estrelas da parte central devem apresentar velocidades de rotação elevadas em torno do centro da galáxia. As estrelas situadas na borda deveriam, ao contrário, apresentar velocidades menores que aquelas situadas próximas ao centro da galáxia.

Ora, Fritz Zwick podia fazer uma estimativa da massa das galáxias que ele observava. Isto pode ser conseguido pela análise da luz emitida por elas. Podia, do mesmo modo, medir as velocidades de rotação das estrelas.

Para sua surpresa, suas medidas mostravam que as velocidades das estrelas da borda da espiral galáctica eram muito maiores que as velocidades previstas pelo teorema do virial.
Matéria escura

Isto significava que deveria existir uma enorme quantidade de matéria circundando a galáxia. Esta matéria modificava o movimento das estrelas (Veja figura ao lado). O problema era que ela não podia ser vista pelos astrônomos.

Se, por um lado este halo misterioso que cercava as galáxias era certamente constituido de algum tipo de matéria pois interagia gravitacionalmente com as estrelas, modificando o seu movimento. Por outro lado ele não podia ser visto pois não emitia luz, isto é, não emitia radiação eletromagnética.

Mas, sabe-se que toda matéria interage com a luz, emitindo ou absorvendo ondas eletromagnéticas... Conclusão: Esta matéria misteriosa deveria ser de um tipo desconhecido.

Como ela não emitia luz foi chamada de matéria escura.

Assim, alguma coisa está lá fora. Não pode ser vista mas é poderosa o suficiente para alterar o movimento das estrelas.

Como no filme, você pensa: Bem, pelo barulho o bicho deve ser grande.

Na palestra a seguir a física Patricia Burchat, do Acelerador Linear da Universidade de Stanford, descreve o que sabemos atualmente sobre esse tipo misterioso de matéria e fala também sobre algo ainda mais misterioso: A Energia Escura.

Meu amigo, o bicho...Deixa prá lá!





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Produção: http://www.ted.com/

Imagem: if.ufrgs.br

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Palestra - A comunicação no mundo das bactérias.

 A capacidade de se expressar através da emissão de sons, é uma das carcterísticas que nos define como  humanos.

Todos os outros animais comunicam-se uns com os outros, alguns pela emissão de sons. Todos  ele possuem uma linguagem, embora bastante restrita se comparada a nossa.

Até mesmo os insetos,  como as formigas, se comunicam. Elas usam uma linguagem química. Mas, seria possível uma linguagem entre os seres unicelulares? Terão eles a capacidade de se comunicar e de, através da troca de informações, adotar algum tipo de comportamento comum.

Em 2002, a professora de Biologia molecular da Universidade de Princenton, Dra Bonnie Bassler, descobriu uma molécula, chamada AI-2, usada pelas bactérias para comunicação entre elas. A professora apelidou esta bactéria de "Esperanto das bactérias".

Esta linguagem química permite às bactérias coordenar o seu comportamento dentro de um hospedeiro como nós, por exemplo. Elas coordenam ataques e armam suas defesas. 

Esta descoberta abre novas perspectivas para a medicina no combate às infecções bacterianas e a crescente resistência que as espécies de bactérias patogênicas vêm criando aos nossos antibióticos.

A palestra a seguir foi gravada pela TED.com em 2009 e a tradução é de Denise Bendavid.




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Produção: http://www.ted.com/

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Educação - Criatividade na escola.

"Hoje, já é do conhecimento geral que o mundo enfrenta uma grave crise climática", argumenta Sir Ken Robinson em uma de suas palestras apresentadas a seguir. 

E continua, "Existe uma outra crise, tão importante quanto a anterior e que, como aquela, deve ser enfrentada com ousadia e urgência: A crise de recursos humanos".

O mercado de trabalho hoje se encontra numa grave contradição. De um lado, as novas tecnologias reduzem os postos de trabalho menos qualificados e, de outro lado, existe uma grande procura, não atendida diga-se de passagem, por mão de obra qualificada. 

Sir Ken Robinson vai além. Defende que nossas escolas devem cultivar a criatividade dos alunos e não apenas se preocupar com a preparação para o trabalho. Temos hoje escolas que fornecem uma educação "fast food" que empobrece as mentes dos nossos alunos no mesmo modo que esse tipo de comida lhes tira a saúde.

A sua primeira palestra, " As escolas matam a criatividade dos jovens", gravada em Fevereiro de 2006 pela TED.com, com tradução de Renan Botelho, é apresentada abaixo.





Na sua segunda palestra, gravada em Fevereiro de 2010, pela TED.com, com tradução para o Português de Túlio Leão, Sir Ken Robinson lança um desafio: "A escola não necessita de evolução ou aprimoramento. Tragam a revolução para a escola!".




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Produção: http://www.ted.com/

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