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domingo, 14 de julho de 2013

Exemplo - A história da Energia, o conceito de informação.

  Esta é a história da invenção do conceito de energia  e de como a ciência alcançou o entendimento de que este conceito governa todos os acontecimentos no Universo. Esta é também a história da descoberta da característica fundamental do mundo em que vivemos: Tudo caminha da ordem para o caos.

  A seguir você assistirá o documentário "Ordem e Caos" produzido pela BBC. Nesta série o professor Jin Al-kalili, da Universidade de Surrey, parte das ideias mecanicistas de Leibniz, o grande matemático alemão, e narra o surgimento da teoria da Termodinâmica, com o seu conceito fundamental de Entropia. Termina com as ideias de sistemas complexos e sistema caóticos.

  Na segunda parte do vídeo o professor Al-Kalili trata do conceito de informação. Narra o surgimento da escrita e discute como a informação é usada por nós para construir ordem num Universo que caminha para o caos. Parte das primeiras codificações nos cartões de papelão dos teares mecânicos de Lyon, França, no século XVIII e chega às modernas  tecnologias da informação passando pelos trabalhos de Morse, Maxwell e Shannon.




  Para assistir a primeira parte do vídeo clique aqui.






A produção do documentário é da BBC; As legendas e o vídeo legendado estão disponíveis no canal ReVCienN, do YouTube.







quinta-feira, 6 de junho de 2013

Exemplo - Mostrando a biologia que não é possível ver.

  A maioria das informações do mundo externo que possibilitam a nossa sobrevivência, isto é, a nossa interação com o mundo exterior, nos chega pela visão.

  O que nossos olhos  captam são os raios luminosos proveniente da reflexão difusa da luz ambiente nos objetos a nossa volta. No entanto, não é todo tipo de luz que sensibiliza nossos  olhos. 

  Na verdade, somente percebemos uma estreita faixa do amplo leque de frequências existentes no espectro eletromagnético. Para as frequências aquém ou além desses limites estreitos somos tão cegos como um toco de pau.

  Essa pequena faixa de frequência da luz visível limita o tamanho dos objetos que podem ser vistos pois, para objetos pequenos a luz não reflete ao atingi-los, ela simplesmente passa por eles num processo chamado de Difração.

  Por isto é difícil enxergar uma pulga e impossível de ver uma bactéria ou qualquer uma das pequenas estruturas moleculares existentes no nosso organismo. Mas isto não quer disser que elas estão fora do nosso alcance. Afinal temos a arte e a ciência.

  É este o trabalho de Drew Berry, um animador americano que se dedica a fazer animações das estruturas moleculares, como o DNA,  com grande rigor científico.





  As legendas do vídeo são de Isabel Villan.






Produção do vídeo: Ted. com. Um site com apresentações interessantes de pessoas inteligentes sobre ideias mais interessantes ainda. As palestras tratam de  cultura, tecnologia, ciência e educação.

Assista aqui as palestras com legendas em Português.



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aula - A Persistência Retiniana.

O  físico belga Joseph Plateau foi um dos primeiros cientistas a trabalhar com um fenômeno chamado Persistência Retiniana.

Uma imagem presente na Retina permanece nela por volta de 10 segundos antes de desaparecer e dar lugar a imagem seguinte.

Plateau, em 1832, apresentou um aparelho que usava desse fenômeno para exibir imagens. Foi o antecessor do Estroboscópio que deu origem ao cinema. Veja figura acima.

No cinema,e também na televisão, são exibidos 24 fotogramas (imagens estáticas) por segundo. Graças Persistência Retiniana o cérebro percebe um movimento contínuo.

O efeito do cinema é obtido na animação abaixo. Nela temos 12 desenhos exibidos a cada meio segundo. O efeito é o movimento contínuo.

A ilusão do movimento contínuo também pode ser obtida por meio de um bloquinho de folhas de papel com desenhos ligeiramente diferentes em cada página. Os americanos o chamam de Flipbook. Quando as folhas são exibidas na velocidade adequada temos o efeito da animação. Veja o vídeo abaixo.









O vídeo sobre o flipbook é produzido e está disponível no canal do YouTube Etoilec1.



A imagem  animada é propriedade da Enciclopédia livre Wikipédia. Liberada para uso educacional.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Cientista - A Ciência e o Islã. A herança da Ciência Árabe, Parte 1.

A ciência moderna nasceu na Europa mas não é devida somente aos Europeus. Na verdade a ciência é fruto do encontro de culturas que se deu na Europa no final da Idade Média.

Uma das mais importantes contribuições foi dada pela cultura muçulmana. Os árabes são reconhecidos desde a muito tempo como transmissores dos conhecimentos científicos e filosóficos das antigas culturas grega, indu e chinesa.

No entanto, eles foram muito mais que apenas transmissores e comentadores. Eles foram também criadores de ciência e filosofia. 

O império árabe teve a sua fase áurea entre os séculos IX e XII. A contribuição árabe começa com o "Programa de Tradução" criado pelo califa Abdul Marik, visto no retrato acima, no século VIII. O programa consistiu num imenso esforço para coletar e traduzir para o árabe todo documento científico ou filosófico que os enviados dos califas pudessem encontrar.

Toda essa documentação foi armazenada em Centros de Estudos de cidades como Bagdá, Damasco, Cairo e Córdoba, na península ibérica. Da península ibérica toda essa cultura é espalhada pela Europa levada, entre outros, pelos frades franciscanos. Veja no mapa abaixo o Império criado pelos árabes.


Apresentamos e seguir, em três segmentos, a série de 2009 da BBC sobre a contribuição dos árabes chamada "A ciência e o Islã". Nela o físico Jim Al-Khalili viaja pela Síria, Irã, Tunísia e Espanha para contar a história do grande avanço científico no conhecimento que ocorreu no mundo islâmico entre os séculos VIII e XIV.

Neste primeiro segmento fala-se sobre as contribuições em álgebra  e aritmética do matemático Al Khawarizmi. A ele devemos os algarismos indo-arábicos que usamos. Fala-se também das traduções dos trabalhos do médico grego Galeno e da compilação do conhecimento médico árabe, grego, chines e indu feita pelo médico Ibn Sina (Avicena), de 1025. 





Para assistir ao segundo segmento da série "A Ciência e o Islã" clique aqui.





As imagens são da BBC.


A série da BBC "A Ciência e o Islã" está disponível, com legendas em Português, no Canal Science, no YouTube.



quinta-feira, 28 de março de 2013

Exemplo - Ler os pensamentos e intenções de outro ser humano.

A muito se sabe que as atividades dos nossos neurônios são de natureza eletromagnética. Estes sinais geram um campo eletromagnético que pode ser captado externamente ao cérebro. Um dos processos usados é a de construção de imagens pela Ressonância Magnética Funcional.

Hoje, captar a atividade eletromagnética do cérebro é coisa do dia a dia. O problema é aprender a "ler" esses sinais. Em outras palavras: decodifica-los.

A equipe dos cientistas Shinji Nishimoto and Jack Gallant conseguiu construir um programa de computador que traduz essa atividade cerebral em imagens. Os voluntários foram submetidos à Ressonância Magnética enquanto assistiam filmes ou outro tipo de imagens em movimento. 

O computador junta as informações e cria uma espécie de dicionário que é usado para traduzir os sinais eletromagnéticos dos neurônios em imagens. Uma amostra do resultado é mostrado no vídeo abaixo. As imagens da esquerda são as que os voluntários vêem e as da direita são as "traduções" feitas pelo programa.




Enquanto isto, em Londres, os cientistas conseguiram um feito semelhante. Como sabemos, as ondas sonoras atingem os nossos ouvidos e são captadas como sinais elétricos pelo cérebro. Os cientistas captaram esses sinais elétricos da atividade cerebral e os transformaram novamente em som através de um programa de computador.

No vídeo, uma pessoa pronuncia a palavra "Waldo" e, logo após, o computador a reproduz a partir dos sinais eletromagnéticos emitidos pelo cérebro. Veja o vídeo da BBC NEWS:




Se estas pesquisas tiverem sucesso significa que se poderá, daqui a alguns anos, ver e ouvir todos os mais íntimos pensamentos de uma pessoa. Quer ela consinta, quer não.

Admirável mundo novo.







Para maiores informações consulte a postagem Phillip Yan para o blog da  revista Scientific American.


Vídeo disponível no canal Galantlabucb, no YouTube.




segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ferramenta para ensino - Cifonauta, Banco de Imagens da flora e fauna marinha brasileira.

O Brasil possui uma flora e fauna marinha muito rica. Entre os habitantes das águas litorâneas brasileiras encontra-se o Cifonauta, um tipo de larva de briozoários, invertebrados marinhos coloniais, que navega por semanas até se fixar em uma rocha ou uma alga (veja a foto ao lado).

Depois dessa longa viagem o Cifonauta se estabelece, se fixa num substrato e funda uma colônia inteira composta por zoóides que capturam o alimento com sua coroa de tentáculos.

Por este hábito de viajante, numa referência à viajem online, o Cifonauta foi escolhido para dar nome a um Banco de Imagens online com fotos e vídeos sobre a biodiversidade marinha brasileira e ainda com informações sobre cada animal, planta ou protozoário retratado. O Cifonauta é uma iniciativa do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar/USP).

Cubozoário. Foto cifonauta.

Segundo os seus criadores "O banco de imagens Cifonauta contém uma grande variedade de fotos e vídeos provenientes de atividades científicas em biologia marinha. As imagens possuem classificação taxonômica, estágio de vida, habitat e outras informações que permitem navegar de maneira intuitiva e didática".

Visite o Cifonauta. Boa pesquisa!






Fotos da postagem: Cifonauta, CeBImar/USP.


CEBIMar - Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo. Situado na cidade de São Sebastião, SP.



Informação via: Revista Pesquisa FAPESP online. Revista de divulgação dos resultados de pesquisas científicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.  



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ferramenta para ensino - Enciclopédia da vida.

Imagine todas as informações sobre aminais, plantas, fungos e bactérias que já adquirimos. Informações sobre todos os seres vivos existentes na Terra. Já sabemos muito, mas não o suficiente. Infelizmente, toda essa informação está espalhada pelo mundo, em bancos de dados, coleções, livros, jornais e sites da internet.

Imagine agora uma Instituição que se dedicasse a reunir toda essa informação num só  lugar; uma Instituição que tivesse meios de organiza-las e de disponibiliza-las gratuitamente, sem restrições, a professores, estudantes e ao público em geral.

Esta Instituição existe e chama-se EOL, Encyclopedia of Life. Uma iniciativa da MacArthur Foundation e a Sloan Foundation, apoiada pela Universidade de Harvard, Academia Chinesa de Ciências, Atlas of Living Australia, entre outras instituições do mundo inteiro. Infelizmente ainda não temos uma versão em Português, mas temos uma em Espanhol.

A EOL nasceu em 2007, da ideia do biólogo Edward O. Wilson, professor da Universidade de Harvard e com o objetivo de oferecer uma página na web para cada espécie viva da Terra.

Desde 2008 os computadores da EOL vasculham a internet e coletam as informações. Os textos, imagens e sons são oferecidos pelas maiores instituições de pesquisa do planeta e são reunidos pelo trabalho voluntário de cientistas e professores. Veja o vídeo promocional a seguir.




Se você deseja utilizar as informações da EOL nas suas aulas o melhor caminho é se registrar e abrir uma conta gratuita. Clique aqui. Isto feito você poderá criar as suas próprias coleções com as informações sobre as espécies de seu interesse e, se desejar, participar da comunidade EOL.

Para ter uma ideia das informações que se pode obter sobre uma espécie digite na caixa de pesquisa o nome de uma delas. Por exemplo: Porzana carolina, o nome de uma ave.

Bom estudo! Divirta-se!




Informação via The Teacher List. Site sobre educação canadense de Pete Mackey, um professor de História e também professor de Ciência da Computação, na cidade de Alberta, Canada.





quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ferramenta para ensino - A viagem de Darwin no Beagle.

 Esta é uma resenha sobre um site muito interessante  que narra a viagem de exploração de C. Darwin em volta do mundo. A produção do site é do Centro Nacional de Pesquisa científica da França.

Será enriquecedor para os nossos alunos conhecer as aventuras e os estudos de Darwin que resultaram na sua Teoria da Seleção Natural das Espécies publicada no livro A origens das Espécies. Conheça aqui uma resenha do livro.

Nesta viagem Darwin visitou o Brasil. Fez expedições pelo Recôncavo Baiano e aqui, no Rio de Janeiro. Dormiu em barraca de campo instalada na praia de Botafogo e realizou explorações pelas matas de Niterói e arredores.
 Clique aqui para abrir o site. A apresentação pode ser assistida no modo automático com ou sem a narração que, infelizmente, não temos em Português. O site é apresentado em Inglês, Francês e espanhol. Se desejar pode ler uma transcrição em Português dos textos da narração, feita por mim. Veja aqui.

No modo passo a passo pode-se escolher a etapa da viagem que se quer estudar. Aqui são apresentadas as fotos e os textos da narração. Note que ao clicar e arrastar as fotos para a imagem da máquina fotográfica  uma imagem maior é apresentada junto a um texto explicativo.

Clicando sobre a imagem de Darwin na parte superior direita da página pode-se ouvir a leitura de um trecho do diário de Darwin sobre aquela etapa da viagem.


Clique aqui para abrir o site. Bom estudo!


 Sugestões para uso em aula.

Sugerimos a apresentação em Data Show, com a narração em Espanhol no modo automático. Se o professor desejar pode usar o modo passo a passo para analisar com os alunos cada etapa da viagem.







Informação via: Free technology for Teachers



Produção da Instituição de pesquisa Francesa Centre National de la Recherche Scientifique. Visite o site.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Exercício - Construa o corpo humano.

Um grupo de cientistas, professores, artistas, animadores e programadores de computador americanos se reuniram numa comunidade online chamada Spongelab.

O objetivo destes apaixonados pela ciência é criar uma plataforma online dedicada a divulgação do conhecimento científico e a educação dos jovens e de todos aqueles interessados na ciência.

Um dos jogos sobre Biologia desta plataforma é "Construa um corpo humano". O objetivo do jogo é levar o estudante a identificar os vários sistemas do corpo humano, os órgãos que o compõem e a sua localização no sistema.

Clique aqui. para acessar o jogo. Aguarde o programa carregar e clique em "Start" para iniciar. Escolha um dos sistemas do organismo humano.

Tendo em mente os órgãos que compõem este sistema e a sua localização, escolha um deles e arraste para o local que, a seu juízo, ele ocupa no corpo humano. Para navegação no site veja a figura abaixo.


Teste os seus conhecimentos de biologia. Para fazer o exercício clique aqui. Aguarde o programa carregar e clique em "Start" para iniciar o jogo. Ao completar a tarefa o sistema libera uma mensagem.

Observe a descrição de cada sistema e de cada órgão no lado esquerdo. Infelizmente ela ainda está em inglês. Se necessário copie e cole o texto no tradutor do Google. Funciona bastante bem.





Imagens e produção: Spongelab, site educacional premiado pela Fundação de Ciências Americana, a NSF (National Science Fundation).



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aula - O terror das bactérias.

A primeira idéia que nos vem à mente quando ouvimos a palavra bactéria é "doença". Claro, bactérias causam doenças mas não todas. Apenas algumas espécies. Na verdade a minoria delas.

É pouco provável que o ecossistema terrestre sobreviva sem elas. Nós mesmos dependemos das bactérias para viver. Basta mencionar as bactérias que vivem na nossa pele,  na boca e  nos nossos intestinos para se convencer deste fato. Formamos com as bactérias uma parceria. Conheça um pouco mais clicando aqui.

No entanto, essa relação de proveito mútuo é frequentemente ignorada. A nossa relação com as bactérias ainda é de "Guerra de extermínio". Ou elas ou nós. E nesta guerra já se percebe quem será derrotado: Nós.

Antes que esta profecia se realize é necessário buscar novas abordagens. Uma das mais promissoras é aprender a conviver com elas, aprender a usa-las a nosso favor e, finalmente, buscar alternativas aos antibióticos.

Uma dessas alternativas é aliar-se aos vírus e usa-los como combatentes. O uso de vírus bacteriófagos como uma alternativa de combate a bactérias resistentes a medicamentos tem sido estudado nos últimos anos.

O vídeo abaixo, O terror das bactérias, mostra como os bacteriófagos executam o seu ataque às  bactérias.O vídeo foi feito com massa de modelar e foi produzido pelo Museu de Microbiologia do Instituto Butantan e pelo Laboratório de Malacologia do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da USP.







Produção: Museu de Microbiologia do Instituto Butantan

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Palestra - A comunicação no mundo das bactérias.

 A capacidade de se expressar através da emissão de sons, é uma das carcterísticas que nos define como  humanos.

Todos os outros animais comunicam-se uns com os outros, alguns pela emissão de sons. Todos  ele possuem uma linguagem, embora bastante restrita se comparada a nossa.

Até mesmo os insetos,  como as formigas, se comunicam. Elas usam uma linguagem química. Mas, seria possível uma linguagem entre os seres unicelulares? Terão eles a capacidade de se comunicar e de, através da troca de informações, adotar algum tipo de comportamento comum.

Em 2002, a professora de Biologia molecular da Universidade de Princenton, Dra Bonnie Bassler, descobriu uma molécula, chamada AI-2, usada pelas bactérias para comunicação entre elas. A professora apelidou esta bactéria de "Esperanto das bactérias".

Esta linguagem química permite às bactérias coordenar o seu comportamento dentro de um hospedeiro como nós, por exemplo. Elas coordenam ataques e armam suas defesas. 

Esta descoberta abre novas perspectivas para a medicina no combate às infecções bacterianas e a crescente resistência que as espécies de bactérias patogênicas vêm criando aos nossos antibióticos.

A palestra a seguir foi gravada pela TED.com em 2009 e a tradução é de Denise Bendavid.




Para assistir as demais palestras da TED.com legendadas em português, clique aqui.


Produção: http://www.ted.com/

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Exercício - Ludo Educativo on-line.


Um grupo de pesquisadores, professores de universidades públicas brasileiras, coordenado por Elson Longo, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com o apoio da FAPESP e do CNPq, lançou o Ludo Educativo.

O Ludo educativo é um videogame on-line que trabalha conteúdos de seis disciplinas do ensino médio: química, física, matemática, história, geografia e biologia. Existem três jogo para cada disciplina, um para cada série do ensino médio.

Baseado no clássico jogo indiano Pachisi, o Ludo Educativo funciona como uma espécie de “simulado” para pré-vestibulandos. A ideia é fazer com que o jogador avance até a casa final do tabuleiro respondendo corretamente as questões que aparecem no percurso. Para jogar clique aqui. Em seguida, clique em Ludo vestibular.

O sistema foi pensado para não haver memorização das respostas e das questões. São 5613 questões. O sistema alterna as questões e as respostas de tal forma que a probabilidade de o jogador deparar com a mesma questão é mínima. Ainda assim, se ele tiver de responder à mesma questão, no gabarito, a ordem das resposta não será idêntica.

O sistema conta ainda com o Ludo ação, com questões para o primeiro ciclo do ensino fundamental e o Ludo Radical, para o segundo ciclo. Temos ainda o Ludo Quântico.

Após abrir a página inicial, se o interesse for pelos conteúdos do ensino médio, clique em Ludo vestibular para iniciar o jogo. Na página seguinte clique na figura do aluno que representa a disciplina e série desejadas. Os três alunos com cara de maluco representam a Física.

Como físico, confesso que não entendi a piada. Clique na figura, digite seu endereço de email e comece a jogar.

Não se preocupe. Existe bastante tempo para calcular a resposta. Tempo suficiente para você resolver as questões, com calma, numa folha avulsa.

Clique aqui. para começar o jogo.

BOA SORTE!!!


Apoio


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Exemplo - O corpo humano como máquina.

 Em 1927, Fritz Kahn produziu o poster Der Mensch als Industriepalast (O homem como fábrica, numa tradução livre). Este poster, cuja reprodução do original você pode ver aqui,  representa os principais processos biológicos que ocorrem no interior do corpo humano como os processos industriais característicos do início do século passado. O corpo humano é visto como uma fábrica.

Esta analogia entre os organismos biológicos e as máquinas está presente desde o início da Física, principalmente através de Descartes e de seus seguidores.

A mecânica foi um dos primeiros ramos da Física a se desenvolver. O  seu enorme êxito possibilitou a construção de complexos dispositivos. Nada mais natural, portanto,  imaginar os organismos biológicos como máquinas. Como sabemos as máquinas são dóceis, são  previsíveis e são, o que é mais importante, controláveis.  Os organismos biológicos também não poderiam vir a ser?

Este era o desejo. Esta era a Esperança. No entanto, a natureza se revelou muito mais complexa.

Em 2011 Henning M. Lederer produziu a animação deste poster que você pode assistir no vídeo a seguir. Este vídeo faz parte de uma instalação interativa, industriepalast.com, em exposição no Museu de Dresden, Alemanha.

Repare na visão, mostrada como fotografia; no cérebro, mostrado como computadores; no sistema nervoso, visto como um sistema de cabos elétricos. Repare ainda   na mastigação, vista como uma máquina de triturar. Observe como é mostrada a digestão, o trabalho do estômago e dos intestinos. Note o trabalho do fígado e o processo de assimilação dos nutrientes e a eliminação dos resíduos.

Você seria capaz de identificar outros processos?




Der Mensch als Industriepalast [Man as Industrial Palace]



Origem do vídeo: Henning Lederer on Vimeo.
Informação: Open Culture.com

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Aula - Movimento Browniano.


Em 1827, o botânico escocês Robert Brown observou que grãos de pólen em suspensão na água descrevem um movimento errático em todas as direções. Veja a animação . Ele não soube encontrar uma explicação para este tipo de comportamento.

Anos depois os físicos chegaram a uma explicação: Os grãos de pólen estão sofrendo o choque contínuo das moléculas da água em todas as direções. Estas colisões transferem momento para o grão. Como a soma dessas colisões não são idênticas em todas as direções existe um momento resultante não nulo. Isso leva ao movimento errático do grão.

Mas... e daí? Qual a importância disto?

Bom... Em 1905 Albert Einstein publicou um artigo sobre o "movimento Browniano" que levou a comprovação da existência dos átomos e moléculas. Hoje em dia, esta explicação do "movimento browniano" serve de modelo para a descrição de flutuações de preços de ações, cheias de rios, condutividade elétrica em metais,etc.

Abra a animação. Ela mostra um grão de pólen em suspensão na água. Note o movimento errático do grão. Clique duas vezes sobre a animação. Para ver as moléculas de água se chocando contra o grão pressione a barra de espaços.


Imagem: Robert Brown, via wapedia.mobi

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Aula - Olho humano - A miopia e a hipermetropia.

O olho humano é certamente o mais precioso aparelho ótico de que podemos dispor. Em certas situações ocorrem defeitos na visão. Dois dos mais comuns são a miopia e a hipermetropia.

Para o olho normal, ao olhar para um objeto distante, os raios luminosos que chegam desse objeto incidem sobre o cristalino e essa "lente" os faz convergir sobre a retina. Observe o vídeo.

Para um olho com miopia a convergência dos raios luminosos que saem do cristalino se dá antes da retina. Para correção é necessário uma lente divergente ( óculos ). Ela separa os raios luminosos que chegam do objeto antes de atingir o cristalino e o foco é deslocado para a retina. Veja o vídeo.

Para o olho com hipermetropia a convergência se dá depois da retina. Nesse caso, para correção, temos que fazer o oposto, ou seja, aproximar o foco. Isso é feito com um óculos com uma lente convergente. Veja o vídeo abaixo.



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Exemplo - Como organizar os objetos pelo tamanho.

É útil organizar os objetos existentes a nossa volta pelo seu tamanho. Fazemos isto em termos de ordem de grandeza, isto é, tomamos uma unidade básica ( o metro ) e depois comparamos o tamanho dos outros objetos com essa unidade. Temos, então, além das unidades, os seus múltiplos e submúltiplos.

Na viagem a seguir vamos trabalhar com os submúltiplos da unidade de comprimento. Veremos imagens reais de estruturas com tamanho da ordem de 1 metro ( uma mão ) até imagens de estruturas com tamanho da ordem de nanômetros ( a dupla hélice do DNA ). Você deve clicar nas imagens mas antes observe o seguinte:
  • Imagem 01 - A nossa mão. (aumento 1 vez - 1x).
  • Imagem 02 - A nossa epiderme ( aumento 100 vezes - 100x).
  • Imagem 03 - Os fibroblastos, células da derme, com o núcleo em vermelho.
  • Imagem 04 - As células do sangue, as vermelhas e as brancas.
  • Imagem 05 - Uma célula branca do sangue sob ataque do vírus HIV.
  • Imagem 06 - A superfície interna da membrana do núcleo da célula e os seus poros.
  • Imagem 07 - Os cromossomos humanos.
  • Imagem 08 - Os cromossomos sexuais "X" e "Y".
  • Imagem 09 - A dupla hélice do DNA de uma bactéria ( E. Coli ).
  • Imagem 10 - A dupla hélice do DNA.

Existe ainda um outro aspecto que deve ser ressaltado: Somente podemos "ver" diretamente estruturas de dimensões maiores que os comprimentos de onda da luz visível ( microscópio ótico ). As estruturas menores são observadas com feixes de menor comprimento de onda, como os elétrons ( microscopia por emissão de elétrons ). Na apresentação que estamos estudando isto é feito para as estruturas menores que as células do sangue.

Clique em "about the scale" para obter mais informações sobre a escala de tamanho da imagem que você está estudando. Ela é comparada com uma série de imagens que vão da cabeça de um alfinete ( 5 mm ) até as bactérias que estão alojadas na cabeça desse alfinete ( 500 nm ). Vá movimentando as imagens e observe a medida do seu comprimento na escala logo abaixo.

Esta viagem é uma produção do The Tech Museum of Innovatiom de de San Francisco , California.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Exemplo - Coração Humano virtual.

No nosso estudo do comportamento dos fluidos trabalhamos com grandezas físicas tais como: pressão, densidade, temperatura, volume, etc... A hidrostática se baseia na aplicação de princípios como o de Pascal e de Arquimedes. Todo esse conhecimento possibilitou a construção de sistemas hidráulicos. Coisas como aquele que na sua casa leva a água da cisterna para a caixa d'água.

O nosso sistema circulatório é um sistema desse tipo. Claro, existe uma enorme diferença em complexidade. Os sistemas biológicos são infinitamente mais complexos. Ainda assim o coração humano pode ser encarado como duas bombas funcionando simultaneamente e o conjunto de artérias e veias como os "tubos" ou "canos" do sistema. Todas as grandezas físicas ( pressão, volume, densidade, etc... ) estão presentes e são relevantes.
Mas a complexidade....Isto faz toda diferença e nos leva a pensar que a ciência ainda está na sua fase inicial e que os seres vivos ainda são o "grande mistério". Cabe aqui duas observações:
  • A natureza é muitíssimo mais complexa e vai muito além do que já conhecemos e das nossas pobres teorias . Em resumo: Tenha um profundo respeito por ela e .....Por favor,seja humilde.
  • Toda teoria física faz uma série de simplificações e funciona somente quando se leva em conta essas simplificações. Toda teoria ( e suas equações ) têm o seu campo de aplicação e só funciona nele.Lembre-se disto quando estiver estudando.
Enquanto isto aproveite a simulação abaixo. Nela os batimentos cardíacos são simulados com precisão.Temos também uma visão da estrutura interna do coração em funcionamento . Creia,será muito melhor se você assistir o vídeo em tela cheia ( segundo botão à direita na parte inferior. ).


Para assistir ao vídeo siga o link.
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