Para nós, professores da rede pública de Física ou matemática, é sempre um problema obter papel milimetrado, pontilhado ou mesmo um simples papel com linhas para os alunos trabalharem com gráficos.
Aqui está uma ferramenta online que resolve esse tipo de problema. Fornece um arquivo em pdf com papel milimetrado, pontilhado ou com linhas que você pode imprimir na quantidade que necessitar. Clique aqui e visite o site Paperkit.
Repare na imagem abaixo. Ela mostra o painel onde você pode personalizar a impressão. No espaçamento você determina o tamanho dos lados do quadriculado do papel milimetrado. Escolha a intensidade da linha como thick (forte).
Clique sobre o código da cor e escolha pela paleta de cores que será mostrada. Se desejar intensifique a tonalidade pela escala ao lado.
O Físico escocês David Brewster (veja imagem ao lado) nasceu em 1781. Foi membro da Royal Society of London. Durante sua carreira realizou importantes estudos no campo da Ótica com trabalhos sobre a polarização da luz e reflexão da luz nos cristais.
Brewster foi também empresário e editor. Foi o descobridor dos cristais biaxiais na refração da luz. Publicou trabalhos nas áreas de Eletricidade e Hidrodinâmica como também em matemática e astronomia.
Por ironia se tornou famoso pela invenção de um instrumento de pesquisa que foi transformado num brinquedo: O caleidoscópio. O brinquedo fez enorme sucesso na Europa durante o século XIX e também foi muito usado pelos artistas para a obtenção de padrões de cores. Veja imagem de um desses padrões abaixo.
As imagens são realmente muito interessantes e podem ser usadas numa aula de Física quando tratamos da reflexão da luz, em Ótica. A professora Andréia Senra Coutinho, do Colégio João XXII, de Juiz de Fora - MG, usou o tema em uma de suas aulas de Artes. Veja o roteiro aqui.
Com os computadores podemos simular os padrões de um caleidoscópio. São ótimos para ilustrar as aulas. Causam um bom efeito quando projetados em uma tela. Veja aqui uma dessas animações feitas em Flash. A imagem é interativa. Ao passar o mouse sobre ela podemos modificar os padrões.
Informação via The Teacher List. Site sobre educação canadense de Pete Mackey, um professor de História e também professor de Ciência da Computação, na cidade de Alberta, Canada.
O Brasil possui uma flora e fauna marinha muito rica. Entre os habitantes das águas litorâneas brasileiras encontra-se o Cifonauta, um tipo de larva de briozoários, invertebrados marinhos coloniais, que navega por semanas até se fixar em uma rocha ou uma alga (veja a foto ao lado).
Depois dessa longa viagem o Cifonauta se estabelece, se fixa num substrato e funda uma colônia inteira composta por zoóides que capturam o alimento com sua coroa de tentáculos.
Por este hábito de viajante, numa referência à viajem online, o Cifonauta foi escolhido para dar nome a um Banco de Imagens online com fotos e vídeos sobre a biodiversidade marinha brasileira e ainda com informações sobre cada animal, planta ou protozoário retratado. O Cifonauta é uma iniciativa do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar/USP).
Cubozoário. Foto cifonauta.
Segundo os seus criadores "O banco de imagens Cifonauta contém uma grande variedade de fotos e vídeos provenientes de atividades científicas em biologia marinha. As imagens possuem classificação taxonômica, estágio de vida, habitat e outras informações que permitem navegar de maneira intuitiva e didática".
CEBIMar - Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo. Situado na cidade de São Sebastião, SP.
Informação via: Revista Pesquisa FAPESP online. Revista de divulgação dos resultados de pesquisas científicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.
Pense na quantidade de dados que os sistemas de monitoramento do clima e dos oceanos captam todos os dias. É certamente uma quantidade colossal.
Esta massa de dados somente fazem sentido depois de tratados pelos computadores e os modelos matemáticos que neles rodam. Para se tornar útil a informação deve ser exposta e uma da melhores maneiras de se expor informações é utilizar-se do meio gráfico.
O projeto Chrome Experiment, do Google, coletou os dados sobre a cobertura de nuvens do US Naval Research Laboratory; as informações oceanográficas do NOAA, NOC, NASA e do World Data Center for Meteorology para criar o gráfico chamado Cloud Globe. Clique aqui e abra a animação. Veja figura abaixo.
Globo da Nuvens, Tempestades e correntes.
Selecionando a caixa Storms é mostrada a cobertura de nuvens e as tempestades mais importantes, com seus nomes e velocidades indicados nos círculos. Selecionando a caixa Currents é exibida também as correntes oceânicas superficiais. Na caixa Vegetation é mostrada a cobertura vegetal dos continentes.
Clique sobre o globo e arraste para gira-lo. Repare na linha de tempo na parte inferior da tela. O tempo avança numa média de um dia a cada três segundos. Os dados são de 2010, 2011 até os dias atuais. Os dados sobre as tempestades vão até 2011.
Repare que a maioria das tempestades tropicais se formam próximo ao Equador. No Pacífico, atingem o Sudeste Asiático e no Atlântico, o Caribe e os Estados Unidos. Na América do Sul, repare também no movimento das nuvens, carregadas de umidade da Amazônia para a Região Sudeste e nas frentes frias vindas da Antártica.
Clique aqui e abra a animação. Este gráfico é interessante para uma aula sobre formação do clima, pois mostra os dados de maneira dinâmica. Aqui você encontra mais um gráfico sobre as correntes oceânicas superficiais. informa
Informação via: FlowingData. Um site sobre visualização de dados.
Imagine todas as informações sobre aminais, plantas, fungos e bactérias que já adquirimos. Informações sobre todos os seres vivos existentes na Terra. Já sabemos muito, mas não o suficiente. Infelizmente, toda essa informação está espalhada pelo mundo, em bancos de dados, coleções, livros, jornais e sites da internet.
Imagine agora uma Instituição que se dedicasse a reunir toda essa informação num só lugar; uma Instituição que tivesse meios de organiza-las e de disponibiliza-las gratuitamente, sem restrições, a professores, estudantes e ao público em geral.
Esta Instituição existe e chama-se EOL, Encyclopedia of Life. Uma iniciativa da MacArthur Foundation e a Sloan Foundation, apoiada pela Universidade de Harvard, Academia Chinesa de Ciências, Atlas of Living Australia, entre outras instituições do mundo inteiro. Infelizmente ainda não temos uma versão em Português, mas temos uma em Espanhol.
A EOL nasceu em 2007, da ideia do biólogo Edward O. Wilson, professor da Universidade de Harvard e com o objetivo de oferecer uma página na web para cada espécie viva da Terra.
Desde 2008 os computadores da EOL vasculham a internet e coletam as informações. Os textos, imagens e sons são oferecidos pelas maiores instituições de pesquisa do planeta e são reunidos pelo trabalho voluntário de cientistas e professores. Veja o vídeo promocional a seguir.
Se você deseja utilizar as informações da EOL nas suas aulas o melhor caminho é se registrar e abrir uma conta gratuita. Clique aqui. Isto feito você poderá criar as suas próprias coleções com as informações sobre as espécies de seu interesse e, se desejar, participar da comunidade EOL.
Para ter uma ideia das informações que se pode obter sobre uma espécie digite na caixa de pesquisa o nome de uma delas. Por exemplo: Porzana carolina, o nome de uma ave.
Bom estudo! Divirta-se!
Informação via The Teacher List. Site sobre educação canadense de Pete Mackey, um professor de História e também professor de Ciência da Computação, na cidade de Alberta, Canada.
O Grupo Abril é uma empresa brasileira muito conhecida, com grandes interesses nos ramos editorial e educacional. Entre suas empresas estão a Editora Abril e Escolas, como a rede de colégios pH, no Rio de Janeiro.
Entre suas iniciativas, o grupo mantém a Fundação Victor Civita que promove várias iniciativas na área educacional. Entre elas está o site Educar para Crescer.
O site se propõe oferecer informações relevantes para os estudantes. Veja, por exemplo, a página sobre o Enem e a página de jogos educacionais clicando aqui.
Veja também os especiais multimídia. Entre eles, apresentamos aqui os especiais sobre a história do Brasil preparados pelo historiador Laurentino Gomes.
O primeiro deles trata dos eventos que levaram à Independência do Brasil. Repare na imagem abaixo e clique aqui para acessa-lo. Para começar o jogo clique no botão "Para inicio de conversa".
O segundo deles leva o título de: 1808: a chegada da Família Real ao Brasil. Entenda neste especial desenvolvido por Laurentino Gomes como a vinda da família real ajudou na formação do Brasil. Clique aqui para acessar.
Para a população mundial Albert Einstein representa a ciência e a Física do século XX em particular. Fato inteiramente merecido.
Einstein deu contribuições fundamentais para os dois campos da Física que marcam o mundo moderno: A relatividade e a Mecânica Quântica.
As fontes de informação sobre ele na internet são extensas. Em português sugerimos aqui a página da Wikipédia. Outra página interessante é a do professor C. A dos Santos do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Clique aqui para acessa-la.
Recentemente a Universidade Hebraica de Jerusalém digitalizou e disponibilizou na web 2.000 documentos, entre manuscritos, cartas e fotos, de e sobre Albert Einstein. Visite aqui o Einstein Archives Online.
Você pode ter acesso, por exemplo, ao manuscrito onde aparece pela primeira vez a sua famosa equação sobre matéria-energia. Clique aqui. Veja também o seu caderno de notas, aqui, e outros manuscritos sobre política e o povo judeu.
Einstein em visita ao Instituto Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro.
Entre as atividades que mais mobilizam os estudantes está a Feira de Ciências. Geralmente, durante a preparação dos projetos, a parte mais difícil para os alunos é a da escolha dos temas.
Para isto o site do professor Luiz Ferraz Netto será de grande ajuda. O professor Léo, físico formado pela USP, lecionou Física e Matemática na cidade de Barretos, no estado de São Paulo. Teve atuação marcante durante sua carreira e seu site Feira de Ciências é testemunha disto. O professor faleceu em julho de 2012.
Para obter ideias de projetos para a sua Feira de Ciências visite a aba "Sala de Exposições". Temos 27 salas, em cada uma delas você encontra dicas para a organização de Feiras de Ciências e, além disto, um resumo dos conteúdos de Física que poderão ser abordados.
Montagem para Holografia.
Para os estudantes, estão listados uma série de exemplos de experimentos e um passo a passo para a montagem. Todas muito simples e ao alcance dos alunos.
Quando se fala em Mecanismos de Busca na Web o Google domina. Ainda assim existem algumas opções interessantes.
Search-cube é uma dessas opções. Segundo os seus criadores ele deve ser considerado (ainda) como um experimento. Ele tem a máquina de busca do Google por trás e necessita do Java script e do Flash Player instalados no computador.
A novidade é o modo de apresentação dos resultados da busca. Eles são apresentados visualmente, em três dimensões, como imagens sobre a superfície de um cubo.
Cada resultado é apresentado como um thumbnail. Em cada busca são apresentados o máximo de 96 resultados. Thumbnails são pequenas imagens. Ao clicarmos sobre elas acessamos o site a que ela se refere. Clique aqui para acessar o Search-Cube.
Para girar o cubo use as teclas das setas do teclado. Para acessar os sites clique sobre os Thumbnails.
O mecanismo tem alguma dificuldade com os termos de busca em português mas funciona bem. Além disto é muito mais divertido.
Tenho certeza que seus alunos vão gostar. Clique aqui e boa pesquisa.
Produção: Symmetri é uma empresa de desenvolvimento de software. Os Thumbnails são produzidos pela Thumbshots.
DrawSpace é o site de uma comunidade internacional de artistas, professores e entusiastas interessados em artes plásticas. O Objetivo é ensinar as pessoas a desenhar.
O site oferece um curso de Desenho composto de 200 lições gratuitas. Você pode usar as lições em atividades educacionais. Infelizmente temos as lições somente em Inglês. Uma opção é usar o tradutor do Google.
Clicando aqui você terá acesso ao conjunto de 200 lições gratuitas. Temos lições para iniciantes, as lições de nível A (Resources), e elas vão crescendo em dificuldade pela ordem alfabética até o nível Z (Drawing on the Masters). Você pode baixar a lição em pdf ou estuda-la na Web.
Clique aqui e acesse as lições. Creio que elas podem ser úteis para o professor e para os alunos interessados em Artes Plásticas.
DrawSpace é o site de uma comunidade internacional de artistas, professores e entusiastas em artes plásticas. As lições estão disponibilizadas sob a Licença Creative Commons. Os desenhos apresentados acima são do site.
Informação via The Teacher List. Site sobre educação canadense de Pete Mackey, um professor de História e também professor de Ciência da Computação, na cidade de Alberta, Canada.
O LibriVox é um projeto não comercial, sem fins lucrativos e livre de anúncios publicitários. Tem como objetivo tornar disponíveis gratuitamente na Internet todos os livros em domínio público, em formato de áudio (podcast).
O LibriVox doa suas gravações ao domínio público, é conduzido por voluntários e acolhe todos os voluntários de todas as partes do mundo.
A maioria dos textos usados são obtidos de um outro projeto importante quando se fala em tornar disponível ao grande público as grandes obras da literatura universal: Projeto Gutemberg.
Você pode baixar o podcast para o seu computador ou ouvi-lo diretamente do site. Se tiver em mente um livro específico pesquise aqui. Para pesquisar por gênero veja aqui e por categoria clique aqui
Das obras já disponibilizadas a grande maioria é de títulos da Literatura Européia e Americana, mas a coleção pretende ser uma amostra da literatura mundial. No que se refere a literatura brasileira encontramos alguns títulos de Machado de Assis.
Sugestões para a sala de aula.
O projeto LibriVox é uma excelente fonte para os alunos no aprendizado das línguas estrangeiras, especialmente para aqueles alunos com deficiência visual. O professor pode também usar o site em conjunto com o site do Projeto Gutemberg, obtendo em um deles o texto da obra e no outro a leitura em podcast.
Informação via The Teacher List. Site sobre educação canadense de Pete Mackey, um professor de História e também professor de Ciência da Computação, na cidade de Alberta, Canada.
Esta é uma resenha sobre um site muito interessante que narra a viagem de exploração de C. Darwin em volta do mundo. A produção do site é do Centro Nacional de Pesquisa científica da França.
Será enriquecedor para os nossos alunos conhecer as aventuras e os estudos de Darwin que resultaram na sua Teoria da Seleção Natural das Espécies publicada no livro A origens das Espécies. Conheça aqui uma resenha do livro.
Nesta viagem Darwin visitou o Brasil. Fez expedições pelo Recôncavo Baiano e aqui, no Rio de Janeiro. Dormiu em barraca de campo instalada na praia de Botafogo e realizou explorações pelas matas de Niterói e arredores.
Clique aqui para abrir o site. A apresentação pode ser assistida no modo automático com ou sem a narração que, infelizmente, não temos em Português. O site é apresentado em Inglês, Francês e espanhol. Se desejar pode ler uma transcrição em Português dos textos da narração, feita por mim. Veja aqui.
No modo passo a passo pode-se escolher a etapa da viagem que se quer estudar. Aqui são apresentadas as fotos e os textos da narração. Note que ao clicar e arrastar as fotos para a imagem da máquina fotográfica uma imagem maior é apresentada junto a um texto explicativo.
Clicando sobre a imagem de Darwin na parte superior direita da página pode-se ouvir a leitura de um trecho do diário de Darwin sobre aquela etapa da viagem.
Sugerimos a apresentação em Data Show, com a narração em Espanhol no modo automático. Se o professor desejar pode usar o modo passo a passo para analisar com os alunos cada etapa da viagem.
Desde tempos imemoriais os homens vêm inscrevendo nos céus noturnos as suas esperanças e seus medos. Criamos na imaginação conjuntos especiais de estrelas, as constelações, como a do cruzeiro visto na figura ao lado.
Santiago Ortiz, um especialista em métodos de visualização de dados, criou um algoritmo para a exposição das estrelas tais como elas são vistas à noite. Clique aqui para abrir a animação.
Creio que este algoritmo poderá ser útil ao professor numa aula sobre astronomia ou mesmo como preparação e auxílio para a identificação das constelações numa aula de campo para observação dos céus.
Repare que as principais constelações estão demarcadas por uma limha ligando as estrelas.
Os dados cobrem tanto o céu do hemisfério Norte como o visto do hemisfério Sul. As esferas são dispostas numa superfície esférica como mostrado na figura abaixo.
Girando o botão central do mouse você é colocado no centro da esfera. Nesta posição você poderá observar as constelações como se estivesse na superfície da Terra.
Clique aqui para abrir a animação.
Com o botão esquerdo do mouse pressionado arraste para navegar pelas constelações.
Produção: Santiago Ortiz. Conheça os seus trabalhos visitando o site Moebio.
Informação via: FlowingData. Um site para visualização de dados.
Quando trabalhamos a medição das grandezas físicas com nossos alunos, de uma maneira ou outra, sempre terminamos falando da ordem de grandeza das medidas.
Todo aquele trabalho para expressar as medidas na notação científica faz com que, na maioria das vezes, o aluno acabe por se desinteressar. A seguir apresentamos uma ferramenta que será de grande ajuda nas aulas.
Abaixo temos um infográfico interativo da Number Sleuther chamado Magnifying the Universe. Ele organiza os objetos existentes na natureza pela ordem de grandeza do seu tamanho.
O infográfico mostra exemplos de objetos desde aqueles de tamanho da ordem da grandeza das partículas elementares até aos de ordem de grandeza dos aglomerados de galáxias. Creio que ele pode ser útil nas aulas. Se desejar imprimir uma cópia clique aqui.
Para uso em sala de aula numa apresentação com Data Show recomendamos:
Coloque o infográfico no modo Tela cheia clicando no último ícone à direita, na parte superior;
Você pode escolher em que tamanho começar clicando sobre uma das nove imagens: átomos, animais, edifícios, montanhas, planetas, estrelas, nebulosas, galáxias e, por último, o Universo observável;
Você consegue o mesmo efeito arrastando o botão azul na barra da parte inferior. Cada ponto amarelo corresponde a uma das imagens descritas acima.
Clicando sobre cada um dos pontos amarelos da barra inferior o infográfico é deslocado para a imagem correpondente.
Clique aqui e aqui e conheça outros dois infográficos do mesmo tipo. Por outro lado, clicando aqui você conhecerá um dos primeiros infográficos sobre ordem de grandeza das medidas de comprimento: Power of Ten.