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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cientista - Greb Wataghin

A história dos anos iniciais da Física no Brasil é incomum. Esta primeira geração de Físicos conta com nomes excepcionais. Entre eles se destaca o de Gleb Wataglin. Veja foto ao lado.

Em 1934, durante os preparativos para a implantação da USP, o professor Theodoro Ramos foi enviado à Europa para recrutar professores para a futura universidade. Da Itália ele trouxe o Físico Russo, naturalizado italiano, Gleb Wataglin.

O professor Sílvio Salinas, do Instituto de Física da USP, relata o diálogo ocorrido entre ele e o Físico Freeman Dyson que dá uma ideia da importância do trabalho de Watablin para o Brasil: 

“Durante um colóquio, em Pittsburgh, Dyson citou a ‘aventura brasileira’ de Wataghin, quando, em condições improváveis, em um lugar sem nenhuma tradição de ensino e de pesquisa em Física, em poucos anos começaram a aparecer artigos brasileiros publicados por ele, em parceria com seus alunos Brasileiros, na Physical Review”.

Veja os detalhes dessa história no artigo de Neldson Marcolin, publicado pela  revista Pesquisa Fapesp.

Wataglin  num avião da FAB, em 1940, fazendo medições de raios cósmicos.

Para informações mais detalhadas sobre o trabalho de Gleb Wataglin no Brasil leia a tradução do artigo de R. A. Salmeron, em comemoração do centenário de nascimento de G. Wataglin, publicado pelo Instituto de Estudos Avançados da USP.

Clique aqui e assista um documentário sobre dois outros importantes Físicos Brasileiros dessa geração: César Lattes e José Leite Lopes.



Fotos: Wikipédia e Universidade de São Paulo.

Visite e leia artigos interessantes sobre ciência: Revista Pesquisa Fapesp.



Scielo Brasil, uma Biblioteca de artigos científicos online. Visite também a revista Estudos Avançados, uma publicação do Instituto de Estudos Avançados da USP.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cientista - César Lattes e José Leite Lopes - Parte 2.

No início do século XX era consenso entre os físicos o modelo  do átomo constituído por uma minúscula parte central, chamada núcleo, com carga elétrica positiva, e uma nuvem de elétrons, com carga elétrica negativa, ocupando o espaço em volta.

Esta estrutura é mantida unida pela ação da força  Coulombiana. Como se sabe as cargas elétricas de sinais diferentes se atraem. Mas se é assim como os prótons, no núcleo, todos com carga positiva, se mantém unidos num espaço tão pequeno? Afinal, cargas elétricas de mesmo sinal se repelem.

Em 1935, o físico japonês Hideki Yukawa propôs a existência de um novo tipo de força fundamental na natureza, a força nuclear forte. Esta força age sobre os prótons e nêutrons mantendo-os unidos no núcleo dos átomos.

Em 1947, César Lattes (1924 - 2005) vai para seu laboratório nos Andes (Bolívia) e obtém registros das partículas originadas na interação dos raios cósmicos com a atmosfera. Em seguida, trabalhando na análise dos dados com  G. Occhialini e C. Power na Universidade de Bristol, descobre o píon, a partícula mediadora da força nuclear forte. Isto validou a proposta de Yukawa e deu o prêmio Nobel a C. Power.

Em 1948, em associação com Eugene Gardner e trabalhando no acelerador da Universidade da Califórnia, César Lattes participa da produção artificial  do píon.

José Leite Lopes (1918 - 2006), ao contrário de César Lattes (um Físico Experimental), era um Físico teórico. Em um artigo de 1958, prediz a existência de bósons vetoriais neutros. Ele mostra que essas partículas, juntamente com bósons carregados, são os veículos de outra força fundamental da natureza: a força nuclear de interação fraca.

Nesse estudo ele também sugere a possibilidade da unificação da força eletromagnética com a força fraca. A unificação das quatro forças fundamentais foi o  último sonho de Einstein. A unificação Eletro - fraca seria alcançada somente na segunda metade do século XX.

Assista agora aos dois últimos seguimentos do documentário sobre C. Lattes e Leite Lopes. Para assistir aos três primeiros seguimentos do documentário clique aqui.





Para mais informações sobre José Leite Lopes leia a página do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) dedicada a ele. Clique aqui.

O prof José Leite Lopes além de Físico Teórico era pintor. Veja a fotografia de um dos seus trabalhos no topo da página. Para apreciar mais alguns dos seus quadros consulte a página do CBPF citada anteriormente.





 Físicos citados no vídeo:
  • Marcello Damy. Físico brasileiro. Trabalhou na pesquisa de raios cósmicos e foi um dos pioneiros na pesquisa em Física Nuclear no Brasil.  Responsável pela instalação do primeiro acelerador de Partículas da América Latina, na USP em 1950  e do primeiro reator atômico brasileiro, no Instituto de Energia Atômica em 1957. Consulte a página de Marcelo Damy na Wikipédia  aqui.
  • Gleb Wataghin. Físico ucraniano, naturalizado italiano. Trabalhou no Brasil onde implantou o Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Consulte a página de Gleb Wataghin na Wikipédia aqui.
  • G. Occhialini. Físico italiano. Trabalhou no Brasil a partir de 1937 como professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Consulte a página de G. Occhialini na Wikipédia aqui.
  • Jayme Tiomno. Físico brasileiro. Trabalhou em Física nuclear. Consulte a página de J. Tiomno na Wikipédia aqui.


Informação via: Physics Act

Vídeo: Canal Aprenda física, no Youtube.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cientista - César Lattes e José Leite Lopes - Parte 1.

César Lattes e Leite Lopes.
Nas primeiras décadas do século XX ocorreram profundas mudanças na história humana.  Basta citar a crise econômica iniciada com a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929; as mudanças políticas que tiveram lugar com a ascensão do fascismo na Europa e do comunismo na Rússia; as duas Guerras Mundiais e a consolidação dos impérios americano e soviético.

Na Física, esse também foi um tempo de revoluções. Foram criadas a Teoria da Relatividade, para tratar do movimento a grande velocidade e fornecer um novo entendimento da gravitação e a Física Quântica, para tratar do mundo em pequena escala.

Na Mecânica Quântica os físicos encontraram a ferramenta ideal para  entender como a matéria é construída e quais os seus constituintes fundamentais. Começava aqui a construção do que hoje chamamos de Modelo Padrão. Para conhecer o modelo padrão das partículas fundamentais clique aqui.

O Brasil não poderia ficar imune: República Velha, o início da industrialização, a Revolução de Getúlio Vargas na década de 1930...e no meio de tudo isto nasce a Física Brasileira.

A história da Física no Brasil começa na Universidade de São Paulo (1934), no então Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e na Universidade do Distrito Federal (1935), no Rio de Janeiro, no curso de Física da Faculdade Nacional de Filosofia.

Das primeiras gerações de físicos brasileiros destaca-se a figura de Mario Schenberg cuja página na Wikipédia você pode consultar aqui.

É importante destacar que a Física Brasileira teve participação destacada no desenvolvimento do Modelo Padrão das partículas fundamentais. Nesse trabalho destaca-se a participação de dois grandes físicos: César Lattes e José Leite Lopes. Venha conhece-los.





O vídeo que estamos assistindo é uma produção da Andaluz. A direção é de José Mariani e a narração de Arnaldo Antunes.





Para informações adicionais sobre o prof César Lattes consulte aqui a página do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) dedicada a ele.





Dos matemáticos citados acesse informações adicionais da Wikipédia sobre Theodoro Ramos clicando aqui e sobre Maurício Peixoto aqui.

Sobre o matemático Leopoldo Nachbin consulte aqui a sua página no IMPE (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada).

Clique aqui e assista aos episódios finais do documentário e leia informações adicionais sobre os outros físicos citados no documentário.



Fotografia dos professores César Lattes e Leite Lopes: Mundo fisico - Universidade do Estado de Santa Catarina

Informação via:  Physics Act

Vídeo: Canal Aprenda física, no Youtube.


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