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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cientista - A Ciência e o Islã. A herança da Ciência Árabe, Parte 3.

No livro em que expõe o Sistema Heliocêntrico Nicolau Copérnico cita as tabelas e os cálculos astronômicos muito precisos do astrônomo árabe Al Battani (Veja o retrato ao lado).

Al Battani, nascido em 858 DC, no sul da atual Turquia, foi um astrônomo e matemático que se destacou pelo cuidado e precisão de suas tabelas astronômicas que seriam superadas somente por Tycho Brahe séculos mais tarde.

Estamos assistindo a série da BBC intitulada "A Ciência e o Islã". Nela O físico Jim Al-Khalili viaja pela Síria, Irã, Tunísia e Espanha para contar a história do grande avanço científico no conhecimento que ocorreu no mundo islâmico entre os séculos VIII e XIV. Você pode assistir ao primeiro segmento da série clicando aqui e ao segundo segmento aqui.

Neste terceiro e último segmento da série, Al-Khalili vira detetive, procurando pistas que mostrem como a revolução científica que ocorreu na Europa nos séculos XVI e XVII teve por base o mundo medieval islâmico. Ele viaja pelo Irã, Síria e Egito para descobrir os grandes avanços na astronomia feitos por estudiosos islâmicos, decorrentes de sua obsessão pela matemática. 

Depois, visita a Itália para ver como as ideias islâmicas permearam no Ocidente e acabaram ajudando a moldar o trabalho de Copérnico, e investiga por que o mundo islâmico pareceu declinar após os séculos XVI e XVII, para ressurgir apenas nos dias atuais.




Interessante o comentário que se faz sobre os astrônomos Ibn Al Haythan (Alhazen, na forma latina do seu nome) e Al Tuzi, ambos nascidos no Irã. Alhazen foi um dos primeiros a questionar o modelo cosmológico de Ptolomeu.

Ele tomou uma posição que chamamos realista. A mesma posição filosófica assumida mais tarde, na Europa, por Copérnico e Galileu. Esses estudiosos alegavam que nossos modelos científicos descrevem a realidade e não apenas "salvam as aparências" como alegavam os aristotélicos. 








As imagens são da BBC.


A série da BBC "A Ciência e o Islã" está disponível, com legendas em Português, no Canal Science, no YouTube.



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Cientista - A Ciência e o Islã. A herança da Ciência Árabe, Parte 2,

Entre os anos de  760 a 1270 DC a dinastia Abássida governou, desde Bagdá, um império maior que o Império Romano: O Império Árabe. Veja o mapa abaixo.

O governo dos Abássidas manteve um imenso programa de coleta e tradução para o árabe de todo documento científico e filosófico que os emissários do governo conseguissem obter. Grande parte desse conhecimento acumulado chegou até nós.

Contribuições em Medicina de sábios como Avicena e Galeno. Assim como as contribuições em álgebra e aritmética do matemático Al Khawarizmi (veja o retrato no topo da página).

Estamos assistindo ao documentário da BBC, "A ciência e o Islã". A primeira parte, "A Linguagem da Ciência", você pode assistir aqui. Veremos a seguir o segundo episódio da série.


No segundo episódio, "O Império da Razão", o físico Al-Khalili viaja para o norte da Síria para descobrir como, há mil anos, o grande matemático e astrônomo Al-Biruni estimou o tamanho da Terra. Ele descobre como os estudiosos islâmicos ajudaram a transformar as práticas mágicas e ocultas da alquimia na química moderna.

No Cairo, ele conta a história do extraordinário físico Ibn al-Haytham, que ajudou a estabelecer a moderna ciência da óptica e provou um dos mais fundamentais princípios da Física - que a luz viaja em linha reta.




Para assistir ao terceiro e último episódio da série "A Ciência e o Islã" clique aqui.





As imagens são da BBC.


A série da BBC "A Ciência e o Islã" está disponível, com legendas em Português, no Canal Science, no YouTube.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Exemplo - Terremotos, destruição e Tsunami.

A imensa energia térmica guardada no interior da Terra tem consequências importantes para a vida no nosso planeta.

A primeira dela é a manutenção da temperatura na superfície. Sem uma temperatura média suficientemente alta não haveria água no estado líquido e a vida seria improvável.

Outra consequência é a formação de um núcleo central de ferro que cria um campo magnético que nos defende da radiação vinda do espaço. Existe, porém, consequências bem desagradáveis.

A Terra é como um balão de festa. Uma fina camada sólida no exterior, a crosta terrestre, boiando sobre a parte interna composta de rocha líquida. Isto e o fato dela estar girando a uma velocidade bastante alta causa o fraturamento da crosta. Veja a figura acima. Esses pedaços, as placas tectônicas, estão em constante choque uns com os outros. 

Em alguns lugares as placas estão se afastando. Esse movimento de separação forma uma falha no solo. Veja na imagem abaixo a falha que está no fundo do oceano Atlântico entre o Brasil e a África.   




Em outros lugares as placas estão se juntando, como mostrado na imagem abaixo, formando grandes cadeias de montanhas. Em certos lugares parte dessa energia é liberada para a superfície pelos vulcões. Veja aqui.





Esta tensão entre as placas libera  grande quantidade de energia em ondas de choque que se propaga até a superfície causando os terremotos e, quando o evento ocorre sob o leito marinho, as Tsunamis.

Veja o vídeo abaixo. Uma produção de Frank Gregório que serve muito bem como introdução para uma aula sobre o assunto. 










Este e outros interessantes vídeos estão disponíveis no canal Frank Gregório, no YouTube. Todos eles têm os direitos liberados para uso educacional.





segunda-feira, 8 de abril de 2013

Exemplo - O interior da Terra, as placas tectônicas e os vulcões.

Nosso planeta foi formado pelo choque sucessivo de um sem número de planetóides, isto é, de pequenos pedaços de rocha que orbitavam o sol no início do sistema solar.

A imensa energia dessas colisões não foi dissipada, ao contrário, está guardada no interior do planeta na forma de energia térmica. A Terra, que vista do espaço mostra paz e beleza, é, na verdade, uma bola de rocha líquida coberta por uma fina camada de rocha sólida, a Crosta Terrestre. Sobre ela vivemos nós.

A Crosta é dividida e os diversos pedaços formam as placas tectônicas. Tudo o mais na Terra é um agitado oceano interior composto  de lava. Veja a figura abaixo: 


O vídeo a seguir foi montado por Frank Gregorio como uma introdução ao estudo dos Vulcões. Repare, na altura 3:35, o núcleo de ferro líquido (Inner core) origem do campo magnético da Terra que nos protege do vento solar. 

No vídeo, atenção ainda para o movimento das placas tectônicas. Veja nas figuras abaixo. A da esquerda mostra as placas se separando e a fenda que surge na superfície. Isto ocorre na fenda que atravessa o fundo do Oceano Atlântico de norte a sul em frente da costa brasileira. A imagem da direita mostra as placas se comprimindo. Isto dá origem às cadeias de montanhas como os Andes.




No encontro das placas parte dessa energia é liberada para a superfície e forma os Vulcões. Em outras ocasiões as tensões resultantes do movimento das placas são liberadas de forma violenta e dão origem aos terremotos e Tsunamis. Veja aqui.

Ao assistir o vídeo deve-se notar a música da trilha sonora. É impressionante. Veja o vídeo com o som bem alto.




Aqui estamos nós. Vivendo sobre uma fina casca entre o fogo do interior do planeta e o frio do espaço. Poderia existir vizinhança melhor?





Imagem do topo de página: Desenhosparacolorir. Um site para as crianças com desenhos para colorir.


Este e outros interessantes vídeos estão disponíveis no canal Frank Gregório, no YouTube. Todos eles têm os direitos liberados para uso educacional.





quinta-feira, 4 de abril de 2013

Exemplo - Se os planetas orbitassem a Terra a mesma distância da Lua.

Brad Goodspeed é um Blogueiro e Artista Gráfico canadense e vive na cidade de  Toronto. Ele gosta de brincar com Astronomia e, por isto, produziu o vídeo que você assistirá a seguir. No vídeo ele procura responder a seguinte pergunta: 

- Qual a aparência dos planetas se eles orbitassem a Terra a mesma distância da Lua?

Claro, em termos gravitacionais se os planetas gasosos estivessem a mesma distância da Lua seria a Terra que os orbitaria, não o contrário. Mas o vídeo quer apenas ilustrar uma ideia interessante.

No site do autor existe uma discussão sobre a exatidão das escalas adotadas. Clique aqui se desejar   saber mais. Discussão sobre escalas à parte, considero que o vídeo é bastante interessante para se usar em aula quando se quer mostrar os tamanhos relativos dos planetas.





Observação para os alunos: No vídeo os raios médios dos planetas estão registrados na notação numérica inglesa que usa a vírgula onde usamos o ponto.





O vídeo Scale é uma produção de Brad Goodspeed e está disponível no site Vimeo.





segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Exemplo - O que causa as estações do ano?

É um erro comum  atribuir a causa das Estações do Ano à forma elíptica da órbita da Terra em torno do Sol. Isto leva a representação da órbita da Terra numa elipse alongada, o que é um exagero.

Na verdade, a órbita é quase circular. A variação da distância da Terra ao Sol é de aproximadamente de 5 milhões de quilômetros, uma variação pequena se comparada ao raio médio da órbita.

Na verdade, as estações do ano resultam da inclinação (~ 23º ) do eixo de rotação da Terra em relação à elíptica, isto é, ao plano formado pela órbita da Terra e o Sol. Veja foto acima.

A seguir vemos quatro fotos do satélite geoestacionário da EUMATSAT. As fotos foram tomadas a 36 mil quilômetros de altitude sobre o Equador (6,00 UTC) e mostram o continente africano no inicio de cada uma das estações. Uma linha imaginária ligando o satélite ao equador é perpendicular à linha ligando a Terra ao Sol. O satélite está sobre o meridiano de Greenwich.

A foto abaixo é de 21 de março, equinócio de outono, marca o início do outono no hemisfério sul. No equinócio o dia e a noite têm exatamente a mesma duração, 12 horas. Repare como a linha que separa o dia da noite está na perpendicular.



A foto abaixo é de 21 de junho, solstício de inverno, marca o início do inverno no hemisfério sul. Repare que o pólo sul está sempre na sombra, uma noite de seis meses.


A foto abaixo é de 23 de setembro, equinócio da primavera, marca o início da primavera no hemisfério sul. No equinócio o dia e a noite têm exatamente a mesma duração, 12 horas. Repare como a linha que separa o dia da noite está na perpendicular.



A foto abaixo é de 21 de dezembro, Solstício de Verão, marca o início do verão no hemisfério sul. Repare que o pólo sul está sempre sob a luz solar, um dia de seis meses.




Para o hemisfério norte, claro, a situação se inverte. A foto original você encontra clicando aqui.




Imagem do topo de página: Astronomia e Astrofísica. Site do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


Imagens: EUMETSAT. Serviço europeu de previsão e monitoramento do clima.


Informação via: Earth Science Picture of the Day.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Aula - Variação da aceleração da gravidade na superfície da Terra.

GOCE
Segundo Newton, a intensidade da Força Gravitacional varia com o inverso do quadrado da distância que separa dos corpos em interação. 

Para um objeto dentro da atmosfera terrestre, ou na superfície, é aceitável considerar a intensidade da Força Gravitacional que age sobre ele é constante.

Claro, esta afirmação esconde algumas suposições. Estamos considerando que a Terra é uma esfera perfeita e que ela é homogenia, isto é, tem a mesma  densidade em todos os pontos e não gira.

Mas a Terra gira e isto provoca uma variação na intensidade da aceleração gravitacional efetiva de um máximo de 9.838 m/s²,nos pólos, até o mínimo de 9.788 m/s² no equador. 

Parece pouco mas propicia uma grande economia no lançamento de satélites. Por isto a base de lançamento brasileira está em Alcântara, no Maranhão, próximo ao Equador.

Por outro lado a Terra não é uma esfera perfeita e muito menos tem uma densidade homogenia. Isto provoca novas variações na aceleração gravitacional em cada ponto da superfície.

A grosso modo, a intensidade da aceleração gravitacional sobre um objeto varia de acordo com a massa, ou a densidade, da parte do planeta que está imediatamente abaixo do abjeto. Assim, a órbita de um satélite  que deveria ser perfeitamente circular está, na realidade, num sobe e desce constante, respondendo às variações na gravitação.

Veja o vídeo abaixo:



A animação anterior foi obtida da missão GOCE (Gravity field and steady-state Ocean Circulation Explorer, ou Explorador do campo gravitacional e circulação oceânica). Este satélite obteve as mais precisas medições do campo gravitacional terrestre até o momento. No vídeo, repare como a órbita do satélite é irregular.

No final da animação é mostrado o Geoide da Terra. Lembre-se o geoide não mostra a superfície do planeta mas uma superfície onde todos os pontos têm o mesmo potencial gravitacional. Se a intensidade da gravitação fosse constante na superfície terrestre o Geoide teria a mesma forma da Terra. Como a intensidade gravitacional varia o Geoide parece mais uma batata.

Esses dados são importantes para o estudo da circulação das águas oceânicas, prospecção de petróleo e minerais, etc.



As informações são da Agência Espacial Européia: ESA. Mais informações sobre a missão GOCE pode ser encontrada aqui.




Informação via: Science 2.0, Blog sobre ciências.





quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ferramenta para ensino - Correntes, Nuvens e tempestades.

Pense na quantidade de dados que os sistemas de monitoramento do clima e dos oceanos captam todos os dias. É certamente uma quantidade colossal.

Esta massa de dados somente fazem sentido depois de tratados pelos computadores e os modelos matemáticos que neles rodam. Para se tornar útil a informação deve ser exposta e uma da melhores maneiras de se expor informações é utilizar-se do meio gráfico.

O projeto Chrome Experiment, do Google, coletou os dados sobre a cobertura de nuvens do US Naval Research Laboratory; as informações oceanográficas do NOAA, NOC, NASA e do World Data Center for Meteorology para criar o gráfico chamado Cloud Globe. Clique aqui e abra a animação. Veja figura abaixo.

Globo da Nuvens, Tempestades e correntes.

Selecionando a caixa Storms é mostrada a cobertura de nuvens e as tempestades mais importantes, com seus nomes e velocidades indicados nos círculos. Selecionando a caixa Currents é exibida também as correntes oceânicas superficiais. Na caixa Vegetation é mostrada a cobertura vegetal dos continentes.

Clique sobre o globo e arraste para gira-lo. Repare na linha de tempo na parte inferior da tela. O tempo avança numa média de um dia a cada três segundos. Os dados são de 2010, 2011 até os dias atuais. Os dados sobre as tempestades vão até 2011.

Repare que a maioria das tempestades tropicais se formam próximo ao  Equador. No Pacífico, atingem o Sudeste Asiático e no Atlântico, o Caribe e os Estados Unidos. Na América do Sul, repare também no movimento das nuvens, carregadas de umidade da Amazônia para a Região Sudeste e nas frentes frias vindas da Antártica. 

Clique aqui e abra a animação. Este gráfico é interessante para uma aula sobre formação do clima, pois mostra os dados de maneira dinâmica. Aqui você encontra mais um gráfico sobre as correntes oceânicas superficiais. informa




Informação via: FlowingData. Um site sobre visualização de dados.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Exemplo - As Correntes Oceânicas superficiais.

Os Oceanos da Terra absorvem uma enorme quantidade de energia vinda do sol. Essa energia térmica é distribuída pelo planeta por meio de verdadeiros "rios" dentro do mar chamados de correntes oceânicas. 

Obtenha mais informações sobre elas aqui. Este mecanismo de distribuição de energia térmica é um dos principais determinantes do Clima Terrestre. 


A vídeo abaixo mostra a animação do movimento das águas oceânicas superficiais durante o período de Junho de 2005 a Dezembro de 2009. Esta visualização foi produzida pela  NASA/JPL, usando um modelo computacional chamado ECCO-2, Estimating The Circulation and Climate of the Ocean, fase 2. 

A animação mostra as correntes oceânicas em escala global, no entanto, as principais correntes superficiais são facilmente identificadas. Veja, por exemplo, a Corrente do Golfo que se move da costa americana para a Europa. Repare também na movimentação das águas do Atlântico na costa brasileira.





Repare ainda na turbulência das águas em frente ao Cabo da Boa Esperança, na Africa do Sul. No tempo das navegações portuguesas o cabo era chamado de "Cabo das Tormentas". Com toda razão, diga-se de passagem.

Vencer essas águas ou "dobrar o cabo" foi um grande feito dos navegantes portugueses. Vasco da Gama enfrentou tudo isto numa caravela....






As informações sobre as correntes oceânicas são do site Alfaconection, do professor Lucien Alhanati.


Produção do vídeo:  Goddard Space Flight Center O vídeo pode ser encontrado no canal  Nasa Goddard, no Youtube

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Exemplo - Cobertura de gelo no Ártico.

O Centro de Visualização Científica, do Goddard Space Flight Center, uma laboratório da NASA, produziu esta interessante animação da evolução sazonal da cobertura de gelo sobre o ártico e as terras ao seu redor.

Os dados cobrem a evolução no período de 04 de Setembro de 2009 a 30 de Janeiro de 2011. Repare como a cobertura de gelo avança e se retrai sobre o mar de acordo com as estações do ano.

Ela alcança o seu mínimo em extensão durante o verão. Nesta época temos a cobertura de gelo permanente sobre o mar ártico.

Durante o inverno a cobertura avança sobre o mar e, além disto, cobre a parte norte do Continente Americano, da Europa e Ásia.

Devido  ao aquecimento global a cobertura permanente de gelo sobre o mar ártico está cada vez menor. Se o aquecimento continuar nesse ritmo é possível que ela desapareça dentro de alguns anos. O que terá graves consequências para o clima.

Os dados sobre a cobertura de gelo são da plataforma Terra and Aqua / MODIS / Blue Marble Land Cover, da NSF, a Fundação de Ciência Americana.






Para mais informações:Scientific Visuatization Studios
Imagens, créditos: NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Exemplo - O continente Antártico.

O Centro de Visualização Científica, do Goddard Space Flight Center, um dos instituto de pesquisa da NASA, produziu esta interessante animação da evolução sazonal da cobertura de gelo sobre o continente Antártico e o mar ao seu redor.

Os dados cobrem a evolução do tamanho da cobertura de gelo no período de 26 de maio de 2009 a  31 de Julho de 2010. A resolução das imagens é de 240 metros por pixel. Repare como a cobertura de gelo avança e se retrai sobre o mar de acordo com as estções do ano.

Os dados são do "The Landsat Image Mosaic of Antarctica" (LIMA), banco de dados sobre a Antártica da NSF, a Fundação de Ciência americana.

O continente Antártico interessa diretamente ao Brasil e lá mantemos atualmente uma base para estudos científicos,  a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF).

A base está localizada na Ilha do Rei George, a 130 km da Península Antártica, baía do almirantado. Veja na figura abaixo a localização aproximada.

A base é administrada pela Marinha Brasileira e nela nossas universidades realizam pesquisas em campos como poluição atmosférica e  biologia marinha.

O continente antártico não passou pelo processo de colonização. Os interesses das nações foram objeto do Tratato da Antártica  firmado em 1959 entre doze países que reclamavam a posse do continente, entre eles o Brasil. O continente se encontra atualmente aberto somente para pesquisa científica.






Para mais informações: Scientific Visuatization Studios
Imagens, créditos: NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Aula - Fuso horário

O. Greenwich
É de se esperar que ao meio dia o sol esteja a pino. Afinal, o dia é determinado pelo movimento do sol no céu. Claro, devido a forma esférica do nosso planeta isto não é possível em todos os lugares se todos seguirem a mesma hora. Veja aqui um vídeo da linha do dia, o Terminador, avançando pela superfície da Terra. Até o século XVII era comum cada cidade ter o seu próprio horário acertado a partir do momento do sol no ponto mais alto no céu ( meio dia ).

Em 1884, na cidade de Washington, Estados Unidos da América, realizou-se a Conferência Internacional do Primeiro Meridiano com a participação de 24 países. A proposta do encontro era padronizar a utilização mundial da hora legal  Como resultado decidiu-se que o tempo seria medido a partir da hora de Londres e pela criação dos Fusos Horários. Afinal todos merecem ter o sol a pino sobre suas cabeças quando o relógio marca meio dia.

A Terra foi dividida como uma laranja: Em gomos. Criou-se 24 gomos, medindo 15°. delimitados pelos meridianos medidos a partir do meridiano que passa pelo Observatório de Greenwich ( próximo a Londres). Este meridiano, a longitude 0°,  ficou definido por convenção como a base para cálculo internacional de horário, chamado GMT (Greenwich Mean Time), o Tempo Médio de Greenwich.

Fuso horário

Como a Terra gira de Oeste para Leste, a partir do horário de Greenwich, atrasamos os relógios de uma hora, para cada fuso horário, na direção oeste. Na direção Leste, ao contrário, os relógios são adiantados uma hora para cada fuso horário até ao Meridiano de 180º - o Anti-Meridiano, situado no Oceano Pacífico, onde seria a Linha Internacional de Data.

Tudo muito bonito e simples. No entanto, deve-se atender as solicitações políticas de cada país e, no fim das contas, a coisa toda ficou um pouco confusa.

Clique na animação. Espere o programa carregar, clique em "continue" e veja o trabalho da BBC- News World. Nele temos uma animação que mostra todos os 24 fusos horários como são hoje. Cique na barra inferior para girar o globo e selecionar os fusos. Para detalhes de cada fuso horário abra os balões e assista um pequeno vídeo sobre os países daquele fuso horário.

No fuso +12, ou -12, está a Linha Internacional de Data. Ao cruza-la passamos de uma data para outra. As comemorações da passagem de ano começam aqui. Repare na confusão. Os limites dos fusos deveriam seguir os meridianos mas, ao contrário, descrevem curvas, seguindo fronteiras, atendendo as conveniências de cada país. Os gomos da laranja já não são os mesmos. Até o Brasil entrou na dança das modificações. Veja aqui.

Clique na animação.  Espere o programa carregar, clique em "continue". Repare ainda que a China, um país de grande extensão territorial usa somente um fuso horário. A Russia que tem tamanho semelhante , por outro lado, usa nove fusos horários.




Imagem: pt.wikipedia.org

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Exercício - Ludo Educativo on-line.


Um grupo de pesquisadores, professores de universidades públicas brasileiras, coordenado por Elson Longo, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com o apoio da FAPESP e do CNPq, lançou o Ludo Educativo.

O Ludo educativo é um videogame on-line que trabalha conteúdos de seis disciplinas do ensino médio: química, física, matemática, história, geografia e biologia. Existem três jogo para cada disciplina, um para cada série do ensino médio.

Baseado no clássico jogo indiano Pachisi, o Ludo Educativo funciona como uma espécie de “simulado” para pré-vestibulandos. A ideia é fazer com que o jogador avance até a casa final do tabuleiro respondendo corretamente as questões que aparecem no percurso. Para jogar clique aqui. Em seguida, clique em Ludo vestibular.

O sistema foi pensado para não haver memorização das respostas e das questões. São 5613 questões. O sistema alterna as questões e as respostas de tal forma que a probabilidade de o jogador deparar com a mesma questão é mínima. Ainda assim, se ele tiver de responder à mesma questão, no gabarito, a ordem das resposta não será idêntica.

O sistema conta ainda com o Ludo ação, com questões para o primeiro ciclo do ensino fundamental e o Ludo Radical, para o segundo ciclo. Temos ainda o Ludo Quântico.

Após abrir a página inicial, se o interesse for pelos conteúdos do ensino médio, clique em Ludo vestibular para iniciar o jogo. Na página seguinte clique na figura do aluno que representa a disciplina e série desejadas. Os três alunos com cara de maluco representam a Física.

Como físico, confesso que não entendi a piada. Clique na figura, digite seu endereço de email e comece a jogar.

Não se preocupe. Existe bastante tempo para calcular a resposta. Tempo suficiente para você resolver as questões, com calma, numa folha avulsa.

Clique aqui. para começar o jogo.

BOA SORTE!!!


Apoio


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Site interessante - emigração e imigração no mundo.

Segundo o The World Bank Open Data, no ano de 2010, 216 milhões de pessoas, 3,15% da população mundial, viviam fora dos seus países de origem. São migrantes por vontade própria ou refugiados por  razões políticas ou  econômicas.

Viver num país estrangeiro é sempre difícil. Veja os recentes acontecimentos na Europa. Os migrantes são sempre discriminados e, algumas vezes, o "bode expiatório" de todos os males.

Como seria o fluxo dessas pessoas de país a país? Quais as quantidades envolvidas? Quais países são os pólos recebedores da migração? Quais os países de origem?

Mostrar estes dados de maneira clara é o propósito do site peoplemovin . O site é um projeto experimental de visualização de dados de Carlo Zapponi.

No site são apresentada duas barras verticais. A barra da direita mostra os dados da população de imigrantes,  por país. Passe o mouse pela barra e será mostrado o nome do país. Eles estão ordenados por ordem alfabética, de cima para baixo. Clique sobre a barra e será mostrado também os dados sobre os países de origem da população recebida. 

As curvas  ligam  o país emissor, na barra da esquerda, ao país receptor  da população, na barra da direita.

população brasileira de imigrantes-2010

Na barra da esquerda estão relacionados, país a país, os dados sobre a emigração. Clicando sobre a barra, no país desejado, será mostrado os números da população migrante por país de destino e um gráfico. Nele as curvas levam ao país de destino dos migrantes.


População brasileira de emigrantes-2010


Clique aqui para acessar o site. Bom estudo!


Informação via: Flowing Data.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Exemplo - As camadas atmosféricas.

 O site "Our amazing planet" preparou um interessante cartaz onde mostra, em escala, as várias camadas que compõem a nossa atmosfera. Temos uma faixa de 350 km desde a superfície até a fronteira com o espaço. Embora, na escala humana, a atmosfera seja gigantesca, em comparação com nosso planeta ela não passa de uma fina camada de ar. Veja a figura abaixo:

Nossa atmosfera é divida em camadas de acordo com a densidade do ar, da temperatura, etc. O infográfico percorre todas estas camadas e mostra, em cada uma delas, os principais eventos e características. Mostra também a altitude da órbita das principais naves já lançadas.

Nossa jornada começa na órbita da Estação Espacial Internacional, na borda do espaço, a 350 km de altitude, passando pela altitude da órbita percorrida por  Yuri Gagarin em 1961 e indo até os 32 km de altura do salto em queda livre de Joseph Kittinger, em 1960.

As camadas de nossa atmosfera são:
  • Troposfera - A camada mais próxima a superfície. Tem uma altitude que varia de 20 km no equador a 10 km nos polos. Contém a maior parte dos gases e quase toda a água. É nela que ocorrem todos os fenômenos que determinam o nosso clima. No topo a temperatura cai para -50 ºC e a pressão para 0,1 atm.
  • Estratosfera - A primeira camada intermediária. Vai de 20 km a 50 km. Nela a temperatura aumenta até -15ºC e a pressão cai para 0,001 atm, no topo. Nesta camada o Oxigênio reage com a radiação solar e forma a camada de Ozônio que absorve a radiação ultravioleta do sol.
  • Mesosfera -  A segunda camada intermediária vai de 50 km a 85 km de altitude. A Temperatura torna a cair  até -120 °C e também a pressão que chega a 0,0001 atm no topo.
  • Termosfera -  A camada exterior da atmosfera vai de 100 km a 350 km. Nela existe grande interação entre as poucas moléculas de ar e a radiação solar. A temperatura chega a 2000°C. O ar ionizado reflete as ondas de rádio.




Earth's Atmosphere Top to Bottom



[Source: Telescopes for Beginners for OurAmazingPlanet.com]

sábado, 11 de junho de 2011

Exemplo - Do alto do Himalaia até o fundo do mar.

 O site "Our amazing planet" preparou um interessante cartaz onde mostra, em escala, as medidas de comprimento do relevo da superfície terrestre, desde a altitude de cruzeiro dos jatos, a 11 km de altura, até a parte mais profunda dos oceanos, a fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, a 11 km de profundidade. Veja a imagem abaixo.

Antes, porém, preste atenção nessas informações do cartaz:
  • A atividade humana vai do topo da troposfera  com os aviões de carreira até a parte mais profunda  fdos oceanos a fossa das Marianas, a 11 km de profundidade;
  • Partindo de uma pressão de 1 atm ( uma atmosfera) ao nível do mar, temos uma pressão de  0,3 atm na altura de tráfego dos aviões. A pressão da água, no entanto, varia muito mais. Chega a 1.100 atm na profundidade das fossas das Marianas;
  • Acima de 8 km o ar não tem oxigênio suficiente para sustentar a vida humana. A luz solar penetra nas águas do mar até 900 metros de profundidade, embora tubarões, baleias, lulas gigantes e outros animais consigam sobreviver em profundidades maiores;
  • Repare nas escalas de temperatura e de pressão. Note ainda a profundidade onde foram encontrados os restos do naufrágio do  navio Titanic.
  • Note ainda, do lado direito, a plataforma de petróleo, na superfície, e a linha vermelha que mostra a profundidade de um poço de petróleo no golfo do México. Lembre-se: as profundidades que deverão ser atingidas para alcançar o petróleo no nosso Pré-sal serão bem maiores.



Our Amazing Planet explores Earth from its peaks to it mysterious depths.


Fonte da imagem: OurAmazingPlanet.com, Exploring the wonder and beauty of planet Earth through exclusive news, features and images.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aula - Terminador, a linha que separa o dia da noite.

A linha que separa a parte iluminada da Terra da parte às escuras é chamada de "Terminador". Cada ponto na superfície terrestre, exceto as regiões polares,  passa por ela duas vezes ao dia. Uma delas é ao amanhecer e a outra ao anoitecer.

Na foto abaixo, feita pela NASA, vemos o terminador avançando sobre a Europa e o norte da Africa.



A velocidade de avanço da linha varia de acordo com a latitude. No equador ela avança a aproximadamente 1600 km/h e vai diminuindo a velocidade à medida que nos aproximamos das regiões polares.

O vídeo abaixo mostra um trecho do Terminador do ponto de vista da Estação Espacial Internacional. O vídeo foi feito pela ESA, a agência espacial europeia.






Imagens: ESA / Hubble ( autores: M. Kornmesser e  L. L. Christensen)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Aula - O balanço de radiação no sistema Terrestre.

Responda uma a curiosidade minha?

- Neste sol de verão, se você fica exposto à luz solar por algumas horas a sua pele ganha um bronzeado bonito. No entanto, se a exposição dura mais tempo é quase certo de você se queime.

- Pense comigo: Nosso planeta está exposto ao sol por bilhões de anos. Então, por que não se queimou?

Sabemos que a energia se conserva, isto é, não pode ser destruída. Como a Terra recebe energia do sol de forma contínua e ainda assim consegue  manter a sua temperatura média razoavelmente constante ao longo do tempo então... A energia deve estar indo para algum lugar!

Este lugar é o espaço. O espaço em volta do planeta está a uma temperatura média de -272°C. A temperatura média do nosso planeta é de 15°C. Esta diferença de temperatura permite a Terra transferir energia para o espaço na forma de calor.Com isto o planeta (e você junto com ele) não vira churrasquinho queimado.

Este processo se chama "balanço de radiação do sistema terrestre". A Terra recebe energia do sol sob a forma de radiação ondas curtas. Esta energia move nosso ecossistema. Parte dela, por exemplo, fica retida na forma de biomassa. Depois, a energia é lançada para o espaço na forma de radiação de ondas longas.

Assim, a temperatura média do planeta se mantém constante e você pode continuar indo à praia pegar um bronzeado...Usando protetor solar, claro. Pois afinal você gosta e  sabe um pouco de física.

Mas antes da diversão, por favor, assista a animação sobre o balanço de radiação do sistema Terrestre feito pelo CPTEC, o Centro de Previsão e Estudos Climáticos do INPE.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Exemplo - Tipos de gráficos.

O trabalho de um cientista resulta quase sempre na realização de medidas que, por sua vez, são expressas em números. Milhares, milhões de dados que devem ser analisados a procura de uma informação relevante. O pesquisador está, literalmente, afogado em números.

Encontrar maneiras de facilitar o encontro da informação encoberta no emaranhado de números é certamente uma boa notícia.

Tome o Tsunami originado na costa japonesa em 2011. Prever como ela irá se propagar pelo oceano Pacífico e com que intensidade atingirá a costa americana é de vital importância.

Temos então milhares de medidas realizadas por boias no mar, outras milhares de medidas realizadas pelos satélites em órbita e outras ainda por programas de computador. Como expor tudo isto de modo que a informação se revele?

Usando um gráfico como este feito dela Administração Americana de Oceanos e Atmosfera - NOAA e mostrado no vídeo a seguir. Eis a melhor resposta.

Neste gráfico mostra-se como será a propagação do Tsunami pelo oceano Pacífico usando uma escala de cores. Do Azul ao amarelo para altura de onda de até 20 cm indo até o negro para as alturas maiores como as que ocorrem no ponto de origem da onda na costa japonesa. Repare na escala na parte inferior direita do vídeo.

Observe o vídeo e responda: O Tsunami causará danos ao atingir a costa das américas?



quinta-feira, 10 de março de 2011

Aula - A atmosfera terrestre.

Os fenômenos atmosféricos formam uma área de estudo rica em exemplos da ação dos fenômenos físicos. Este sistema cuja ação determina a possibilidade de vida na superfície do nosso planeta é acionado a partir da absorção da energia solar. A partir daí uma maquinaria complexa entra em ação e determina as chuvas, secas, tempestades,etc.

No estudo da atmosfera tratamos com conceitos físicos como pressão,calor, condução do calor, calor específico, densidade, teoria cinética dos gases,etc.

Abra a animação. Ela trata dos conceitos básicos da meteorologia. Foi preparada pelo Cptec, o centro de estudos climáticos do INPE.

Claro, nós tratamos de física. Então o que nos interessa prioritariamente é que você observe com cuidado como a ciência usa os conceitos da Física. Entenda, por exemplo, como a variação da pressão atmosférica determina os ventos ou como a absorção do calor determina a variação da densidade do ar e esta, por sua vez, determina a pressão atmosférica.

Abra a animação e a estude com cuidado procurando observar os outros conceitos da física apresentados.


Imagem: tecnozono.com

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