segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Exemplo - A temperatura de ebulição dos líquidos e a pressão.

Em 1654, na cidade alemã de Magdeburgo, o físico Otto Von Guericke realizou um experimento com dois hemisférios metálicos que se tornou famoso. Veja a gravura ao lado.

Von Guericke,  pioneiro no estudo do vácuo e da eletrostática, usou um equipamento de alta tecnologia para a época chamado "bomba de vácuo". Com ela fez vácuo entre  os dois hemisférios metálicos que se encaixavam perfeitamente e foram unidos para formar uma esfera. 

No experimento, os hemisférios permaneceram unidos, resistindo aos esforços para separa-los realizado com a força de vários cavalos. Von Guericke além de Físico era jurista e prefeito da cidade. Fez do seu experimento uma festa com a presença do povo e de políticos. Isto chamou a atenção para a importância da pressão atmosférica.

No vídeo a seguir usa-se a bomba de vácuo para mostrar a influência da pressão do ar num fenômeno do dia a dia: A ebulição dos líquidos. 


Quando se afirma que a ebulição da água se dá a temperatura de 100°C, estamos considerando que o líquido se encontra sob uma pressão de 1 atm. As moléculas do ar atmosférico sobre o líquido dificultam a saída das moléculas da água. Somente aquelas com energia cinética suficiente vencem essa barreira.

Claro, quando a pressão diminui esta energia cinética necessária para a molécula abandonar o líquido também diminui. Logo a temperatura de ebulição acompanha esse movimento de queda. No limite, isto é, quando a pressão se torna nula, a água não pode existir no estado líquido.

No vídeo, 200 mililitros de água a aproximadamente 45°C são colocados sob a cúpula de vidro. A bomba de vácuo é ligada e a pressão do ar sobre a água no interior da cúpula diminui progressivamente.

Quando a pressão cai o suficiente a água, que está a 45°C, entra em ebulição. Repare, mesmo que a água estivesse numa temperatura menor, ela entraria em ebulição quando a pressão caísse um pouco mais.

Se nosso planeta não possuísse uma atmosfera, a água não poderia existir na forma líquida na superfície da Terra, independente da temperatura.







Produção: Vídeo disponível no canal StatlerChemCam's do Youtube.

Imagem do topo de página: Experiência sobre pressão atmosférica do físico Otto Von Guericke. Disponível no site Hermani Mattos.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Motivação - Por quê investir na Ciência.

A foto ao lado foi tirada pelos astronautas da Missão Apolo 8, da NASA, no ano de 1968. Este ano, como é do conhecimento geral, foi de grande turbulência social no mundo e no Brasil.

Nós, aqui, envolvidos na luta diária pela sobrevivência e de repente lá estava ela: Pequena, frágil, envolta pelo seu manto azul salpicado por nuvens brancas. O nosso Lar.

A fotografia não exibia as fronteiras marcadas nos nossos mapas e nas nossas mentes. Aquela foto nos indicava, apenas por mostrar uma pequena e plácida mancha azul pairando na escuridão do espaço, que éramos todos irmãos. Nós, os humanos, e todas as espécies que vivem conosco. Ela mostra o que São Francisco de Assis intuiu com o coração.

A foto acima foi apenas um dos produtos do programa Apolo da Nasa. Fazer Ciência envolve custos e, em tempos de crise social e econômica, levantam-se vozes contra a aplicação de recursos no financiamento das pesquisas científicas. Principalmente naquelas que não apresentam a possibilidade imediata de aplicação tecnológica, isto é, nas pesquisas motivadas pela curiosidade humana.

O físico inglês, Brian Cox, argumenta na sua palestra para a organização TED em favor dessas pesquisas. Veja no vídeo a seguir. Ative as legendas em Português.


Se desejar assista a palestra no site da TED. Clique aqui.

Para assistir aos vídeos das demais palestras traduzidas para o português acesse esta página.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ferramenta para ensino - Cifonauta, Banco de Imagens da flora e fauna marinha brasileira.

O Brasil possui uma flora e fauna marinha muito rica. Entre os habitantes das águas litorâneas brasileiras encontra-se o Cifonauta, um tipo de larva de briozoários, invertebrados marinhos coloniais, que navega por semanas até se fixar em uma rocha ou uma alga (veja a foto ao lado).

Depois dessa longa viagem o Cifonauta se estabelece, se fixa num substrato e funda uma colônia inteira composta por zoóides que capturam o alimento com sua coroa de tentáculos.

Por este hábito de viajante, numa referência à viajem online, o Cifonauta foi escolhido para dar nome a um Banco de Imagens online com fotos e vídeos sobre a biodiversidade marinha brasileira e ainda com informações sobre cada animal, planta ou protozoário retratado. O Cifonauta é uma iniciativa do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar/USP).

Cubozoário. Foto cifonauta.

Segundo os seus criadores "O banco de imagens Cifonauta contém uma grande variedade de fotos e vídeos provenientes de atividades científicas em biologia marinha. As imagens possuem classificação taxonômica, estágio de vida, habitat e outras informações que permitem navegar de maneira intuitiva e didática".

Visite o Cifonauta. Boa pesquisa!






Fotos da postagem: Cifonauta, CeBImar/USP.


CEBIMar - Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo. Situado na cidade de São Sebastião, SP.



Informação via: Revista Pesquisa FAPESP online. Revista de divulgação dos resultados de pesquisas científicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.  



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